Foi por causa disso que consegui meu primeiro emprego em São Paulo numa startup
Vejo muitas reclamações sobre o mercado estar exigente com a experiência dos profissionais que querem iniciar na área de Produto. Honestamente o mercado está certo — não é nada fácil ser um Product Manager e exige muita habilidade e entendimento de estratégia e da área técnica. Se falta experiência no seu currículo faça do limão uma limonada (com Gin) e inicie seu projeto paralelo! Além de se divertir você vai desenvolver habilidades e terá muito para compartilhar nas suas entrevistas.

Vejo algumas pessoas querendo fazer cursos, aprender linguagem de programação e coisas do tipo. Embora não haja nada de errado nisso (pelo contrário, super recomendo!), acredito que tirar do zero um projeto é muito mais eficaz pois você aprenderá como funcionam as linguagens de programação e ao mesmo tempo terá que ser o Product Manager para conseguir priorizar e definir o próximo passo do seu produto — além de ter que passar pelo desafio de Discovery, Solution Fit e Market fit. Inclusive o curso da PM3 ajuda bastante os alunos com estes conceitos.

Quando eu entrei no Easy Táxi (meu primeiro emprego na Grande São Paulo) eu perguntei porque haviam optado por mim, então descobri que tinha sido por causa dos meus vários projetos paralelos — alguns que deram certo e outros nem tanto. 

A verdade é que como um Product Manager o que você menos vai fazer é colocar a mão no código. Mas ter a habilidade de colocar a mão na massa vai facilitar muito a sua “fluência” na hora de comunicar com desenvolvedores e ter um senso melhor de priorização. Além disso você poderá exercitar habilidades que são essenciais para um bom Product Manager — criação de um roadmap, entender a dor do usuário e necessidade do mercado, ver o potencial de ganho do produto/funcionalidade nova, definir seu público alvo etc. 

“Aaaah, Marcell… Mas eu não sei qual ideia escolher.” 

Deixa eu tentar te ajudar!

Qual o propósito do projeto? O “porquê” da criação desse projeto é muito importante — e é uma das tarefas mais importante na concepção de um produto no qual a maioria dos PMs vai ter que fazer ao longo de sua carreira. Se você escolher o projeto errado — digamos que seja muito complicado — você provavelmente perderá motivação e o projeto ficará estagnado. O mesmo vale para um projeto que você não tenha paixão. Um projeto paralelo simples e concluído vale mais que mil projetos complicados e nunca terminados.
Algumas dicas sobre criar projeto paralelo:

1. Encontre uma dor:

Ela pode ser uma dor sua ou de amigos e conhecidos. Exemplo, no Product Camp e Product Stars existia uma grande dor para administrar as perguntas que os participantes queriam fazer para os palestrantes —  e por isso criei o OneAsk com outras duas pessoas como projeto paralelo.

2. Você não precisa fazer um projeto paralelo sozinho(a).

No caso do OneAsk somos três pessoas e um deles é desenvolvedor.

3. Você não precisa ganhar dinheiro com seu novo projeto.

E por isso o OneAsk é (pelo menos por enquanto) 100% gratuito.
4. Trate seu projeto como uma mini startup.

Crie a parte financeira, crie um racional de priorização, faça Product Discovery, tenha usuários para beta testers, tenha um sistema bacana para facilitar análises (no OneAsk usamos o Metabase)

5. Aprenda durante o processo

Tudo que você tiver aprendendo, seja mais técnico ou mais business, tente aprender com um propósito em mente.

Propósito na hora de estudar

A verdade é que o tempo gasto em cursos (seja online ou não) vai ser 10x mais valioso se você tiver em mente quais habilidades são chaves para o seu projeto avançar mais rápido. E, honestamente, nesse ponto o Curso de Product Management e o outro de Product Discovery da PM3 pode ser uma mão na roda.
Por exemplo, se você iniciou um projeto paralelo, você invariavelmente vai precisar de algumas coisas:

  • Ter um público alvo bem definido
  • Ter um problema ou oportunidade definido
  • Saber o canal de aquisição
  • Ter um nome, site e propósito que converse com sua audiência
  • Definir qual vai ser a stack técnica do seu projeto
  • Para definir isso e outras etapas críticas do seu projeto, recomendo estudar sobre o Lean Stack. Pode começar por esse vídeo.

Para definir isso e outras etapas críticas do seu projeto, recomendo estudar sobre o Lean Stack. Pode começar por esse vídeo.

Um ponto importante é que no começo você não precisa se preocupar em deixar o seu projeto super bonito e sem falhas. Lembre-se, o seu objetivo é descobrir como as coisas funcionam e quais habilidades você precisa para ser um Product Manager. Se você acabar gostando do seu projeto e quiser dar o próximo passo com ele, sempre será possível melhorar o design, a usabilidade e a aparência dele depois.
Não vai ser fácilA verdade é que você tem mais chances de falhar com seu projeto do que qualquer outra coisa — mas lembre-se, você está fazendo isso para aprender e/ou melhorar seu currículo! Confesso que eu acho um grande diferencial quando vejo Product Managers com projetos paralelos que tenham alguns usuários, e não me importo se é um sucesso ou não. Sempre gosto de ouvir as histórias para entender se a pessoa tem um bom racional de porque as coisas não deram tão certo — aprender com seus erros é uma virtude.
No curso de Product Management da PM3, além de ensinarmos muita coisa prática para um Product Manager, nós também ensinamos coisas essenciais para um projeto paralelo novo como:

  • Product Market Fit
  • Estratégia de produto
  • Product Discovery 
  • Análise de dados

Se você quer se tornar um Gerente de Produto, provavelmente você tem muitas ideias diferentes, portanto, tirar algo do papel não deve ser difícil.

Lembre-se de não escolher algo muito complicado que exija conhecimentos avançados de programação, uma quantidade excessiva de tempo, etc. Você deve escolher algo que tenha uma alta probabilidade de terminar. E a verdade é que não importa se a sua ideia já tem solução no mercado, apenas tire ela do papel e aprenda com isso. Pode ser um simples aplicativo de lista de afazeres, um bloco de notas, um chat estilo Telegram ou até mesmo um podcast — desde que você trate todos eles como um produto que exija uma visão estratégica de produto.

Sendo bem transparente, embarcar em um projeto paralelo gera uma boa quantidade de trabalho e, naturalmente, exige muito tempo. Eu costumo trabalhar quase todos os dias após o meu emprego CLT e sempre em todos os finais de semana — esse texto, por exemplo, foi escrito no domingo às 15h45. 

Apesar do esforço que esses projetos podem exigir, ter pelo menos um é uma maneira super poderosa de aprender os principais conceitos técnicos e estratégicos que qualquer PMs precisa desenvolver. Eventualmente a sua confiança em discutir bancos de dados, estratégia, e eventualmente arquitetura do software (se você for tiver a coragem de meter a mão em código), vai aumentar. Basta começar e não desistir — defina metas mensais ou trimestrais como todo bom PM — eu garanto que você não se arrependerá.

PS: Se você tiver fazendo um projeto paralelo ou 100% dedicado com sua startup me mande uma mensagem na comunidade da PM3 ou Linkedin. Vamos marcar um café ou call!

Este artigo foi originalmente publicado no Blog da PM3. Este é o link original.

Tem se tornado cada vez mais comum as pessoas me perguntarem porque eu não estou focado full-time em um (ou nos dois) side projects – PM3 e Product Camp. A verdade é que existe uma série de motivos pelo qual eu não estou e não pretendo tocar nenhum deles full-time no curto ou médio prazo. Até falei um pouco sobre isso no recém lançado episódio de podcast do Product Backstage do Alexandre Spengler.

1. Contexto

Comecei a construir produtos como hobby antes da faculdade — na época eu nem chamava de produto… Já tive site de pirataria, blog de memes, blog de opinião, blog de tecnologia, um site chamado “Aplicativo Do Dia”, Podcast e várias outras coisas que nem falo publicamente. Mas nada era muito sério e sempre rolava em paralelo com algumas outras coisas.

1.1 A primeira startup

Em meados de 2014 eu estava no Grana e o negócio só crescia — chegamos a bater +100k usuários únicos com uma retenção acima da média dos apps de finanças pessoais. Era somente eu e mais um sócio e parecia fazer muito sentido pedir demissão do Easy Táxi (onde eu trabalhava na época) para tocar a startup full-time. Afinal, se comigo part-time estava indo bem, imagina full-time, né? Ledo engano… Só piorou tudo.

Se dedicar full-time num projeto não é a receita do sucesso. Eu sei que isso pode parecer muito diferente do que a gente tá acostumado a ler nas histórias famosas. Mas a realidade, meu amigo, é bem diferente. Acho que várias pessoas podem passar ou estão passando pelos mesmos questionamentos — “devo tocar full-time agora ou não?”. Por isso resolvi compartilhar um pouco da minha experiência e como eu enxergo as vantagens de estar sendo um “Empreendedor Híbrido”.

2. Empreendedores híbridos

A indústria criou aquela imagem sexy de um empreendedor trabalhando duro, dedicando 100% do seu tempo em seu novo empreendimento, ficando até as 4 da manhã trabalhando em sua mais recente inovação.

Mas isso é a realidade do empreendedorismo? Se você tem uma ideia de um novo negócio, é realmente melhor sair do seu trabalho estável que dá um salário regular? Ou o ideal é tomar um caminho mais seguro?

De 1994 a 2008, dois pesquisadores acompanharam um grupo de possíveis empreendedores para responder exatamente a essa pergunta: quando você inicia um negócio, você tem mais sucesso se você mantiver o seu emprego fixo ou se você se dedicar full-time ao novo negócio?

(Link da pesquisa: https://sci-hub.tw/10.5465/amj.2012.0522)

Eles analisaram mais de 5.000 pessoas nos EUA que se tornaram empreendedores durante 15 anos. Os participantes do estudo tinham 20, 30, 40 e 50 anos e atuavam em diferentes indústrias. Houve uma resposta bastante clara:

aqueles que mantiveram seus empregos fixos possuem 33% menos probabilidade de falhar no seu novo negócio.

Hoje, ao ver a pesquisa e conectar os pontos das minhas experiências passadas, vejo que faz total sentido — afinal, abandonar seu emprego fixo para abrir uma empresa é como propor uma pessoa em casamento no primeiro encontro.

Abandonar seu emprego fixo para abrir uma empresa é como propor uma pessoa em casamento no primeiro encontro

  • 1905. Albert Einstein trabalhava seis dias por semana em tempo integral em um escritório examinando pedidos de patentes. Ele dedicou todas as horas que sobravam para estudar e fazer experimentos físicos. Um dia, a Teoria da Relatividade foi concebida.
  • 1964. Phil Knight passou cinco anos vendendo calçados esportivos antes de deixar seu emprego em tempo integral na área de contabilidade. A empresa que ele começou? Nike. (Por sinal recomendo demais ler o livro Shoe Dog)
  • 1976. A Apple nasceu em uma garagem, não em um escritório. Steve Jobs e Steve Wozniak, só conseguiam trabalhar no seu “projeto maluco sobre computadores pessoais” depois do expediente padrão dos seus empregos fixos..
  • 1985.O autor de best-sellers, John Grisham, era advogado e acordava todos os dias às 5 da manhã para escrever histórias antes de ir para o seu emprego. Ele fez isso durante três anos, recebeu múltiplas rejeições de editoras, e depois foi finalmente aceito e publicou seu primeiro livro.
  • 1993. Craig Newmark, empregado em uma empresa de investimentos, iniciou uma lista de e-mail no seu tempo livre para que ele e seus amigos pudessem se atualizar sobre diferentes eventos na cidade. A lista cresceu tanto que não havia espaço suficiente nas caixas de entrada das pessoas: era hora de um site. Nasceu o Craigslist.com.
  • 2009. Markus Persson era um programador que gostava de desenvolver games como side project. Ele colocou o Minecraft, ainda inacabado, em um portal de jogos. Markus manteve seu emprego durante um ano antes de se comprometer 100% do tempo com o Minecraft em tempo integral — que posteriormente vendeu para a Microsoft por US$ 2,5 bilhões.

Isso sem mencionar tantas outras empresas de sucesso que surgiram como side projects (Facebook, Product Hunt, Trello, AppSumo etc…).

2. Barbell Strategy — Os aprendizados ao mitigar riscos

Nassim Nicholas Taleb — autor do livro Antifrágil – fala que fazer all-in em alguma coisa — qualquer coisa, seja investimentos ou em projetos — torna você frágil. Com essa premissa ele incentiva os leitores a adotarem o que ele chama de “Barbell Strategy”. Barbell é um tipo de equipamento usado para levantamento de peso, basicamente é uma barra longa com dois pesos em extremidades opostas que criam estabilidade. De acordo com Taleb essa estratégia é uma forma de se proteger em algumas áreas e correr riscos em outras. Ele diz que ela oferece dois grandes benefícios:

  • É mais provável que você corra riscos maiores que podem dar um retorno enorme quando você sabe que o fracasso não vai prejudicar completamente sua vida.
  • Mesmo se você falhar, você ainda estará bem e poderá arriscar novamente quando quiser.

Depois de empreender full-time no Grana e fracassar, decidi que só iria fazer isso novamente — e se fizer — diante de uma situação completamente diferente, na qual eu não precisaria viver comendo miojo e me privar de várias outras coisas.

Porém, mesmo com o objetivo de não empreender tão cedo, é difícil ver algumas oportunidades passarem e não fazer nada. A partir daí surgiu a PM3 e o Product Camp, ambos como side project. Eu amo trabalhar com produto e impactar positivamente a empresa e milhares de pessoas através da tecnologia. Fora o benefício de ser uma profissão que paga muito bem, eu ainda tenho a chance de trabalhar com pessoas que admiro (geralmente, rs). Então por que não usar a barbell strategy e ainda aproveitar das vantagens de um bom emprego fixo?

2.1 Assertividade

Como empreendedor essa estratégia me permite ser mais seletivo no que eu quero atacar em cada side project. E. sinceramente, eu acho que isso me faz um empreendedor melhor. Eu sinto que acabo ficando mais relaxado (mas não tanto) e dou uma arriscada que em outra situação eu talvez não fizesse, porque eu sei que o fracasso é, na verdade, algo que eu posso conviver. Tem vezes que fico com vontade de me dedicar somente aos meus negócios? Com certeza! Mas eu acredito que side projects crescem em pequenas janelas de tempo que dificilmente afetam o seu dia, mas que acabam se acumulando ao longo de semanas e meses.

Por exemplo, a PM3 está cada vez maior (mês após mês) e eu, nem o Dan e Bruno (os outros fundadores da PM3), precisaram deixar o seu emprego para a empresa crescer e lançarmos coisas novas como a Biblioteca. Outro exemplo é o Product Camp, pois mesmo sendo um side project, este ano conseguimos lançar mais um evento e outros 4 workshops, além de escalar o evento para keynotes internacionais. Basta você se organizar, se dedicar e fazer acontecer. Todos nós sacrificamos algumas horas da vida pessoal ao longo da semana para resolver todas as pendências — seja para responder emails ou lançar coisas novas. E dá pra fazer isso, por exemplo, de manhã cedo antes de ir para o ‘trabalho de verdade’.

Side projects crescem em pequenas janelas de tempo que dificilmente afetam o seu dia, mas que acabam se acumulando ao longo de semanas e meses.

Todo mundo tem janelas de tempo livre no seu dia. O ‘macete’ é proteger essas janelas de tempo. Proteja de uma maneira como protege outras coisas que você prioriza. Se for necessário colocar um aviso “não perturbe” na porta do seu quarto para os seus familiares não interromperem você, faça.

Ao mesmo tempo, não coloque muita pressão em relação a prazos. Side project precisa ser divertido e não uma obrigação.

2.2 Side project não precisa de investidores e pode ser livre de pressão

Se você tem uma empresa bootstrapped e rentável como a PM3, você tem a liberdade de experimentar como e na velocidade que quiser — sem investidores pressionando e com a possibilidade de correr os riscos que quiser.

Essa é outra grande vantagem de um side project, você não precisa ser altamente focado em ter ROI e resultados financeiros para agradar o board. Porque quando se trata de side projects, algumas coisas não acontecem como foram planejadas (tanto para o bem quanto para o mal). Então é algo que você pode fazer sem expectativas e ver o que acontece.

Não tenha medo de investir tempo e esforço em algo que realmente mexe com você. Muita gente comenta comigo “nossa, mas você não cansa de fazer tanta coisa assim?” A verdade é que um bom side project não distrai ou cansa você, na verdade ele energiza você.

Isso pode vir com um certo “preço” a ser pago — algumas saídas a menos nas noitadas, menos tempo para “dates” e coisas do tipo. Mas sendo algo que me energiza e me deixa empolgado, qual o mal na verdade? É tudo uma questão de saber balancear. Ser capaz de fazer isso também tem muito a ver com o momento de vida de cada pessoa — conseguir fazer isso bem tendo filhos e sendo casado é muito mais complexo (eu imagino, já que não é meu caso) pois uma família demanda tempo e dedicação bem maior que o um side project.

E se der errado?

Na pior das hipóteses, você sacia sua curiosidade. Numa hipótese melhor, você se torna um profissional melhor e mais preparado para encarar um desafio em empresas antigas ou modernas. Numa hipótese perfeita, você encontra o trabalho da sua vida.
*Originalmente publicado no blog da PM3

Compartilhe conhecimento e ajude a subir a barra da área de produto e tecnologia no Brasil e América Latina

Quer ser palestrante do Product Camp 2019? Agora você pode compartilhar conhecimento, criar conexões e ajudar a subir a barra da área de produto e tecnologia no Brasil e América Latina.

Como funciona?

Para participar, faça a sua inscrição por meio desse formulário, defina a categoria da palestra (leaner, better, faster ou stronger), qual trilha você quer participar (Produto, Growth e UX) e o nível da palestra (básico, intermediário ou avançado) bem como uma explicação de porque sua palestra é única.

Cronograma:
  • Deadline de submissão para a Pcamp19: até 1 de setembro, às 23:59
  • Período de curadoria pelos coordenadores de trilha: 1 de setembro a 10 de setembro
  • Período de aceite dos participantes: até 7 dias (a partir do contato dos coordenadores de trilha)

Divulgação dos aprovados no site, após o término da curadoria.

Clique aqui para submeter sua palestra!  Dica: Leia os conteúdos que queremos para a edição desse ano
O Product Camp 2019 acontece nos dias 10 e 11 de dezembro no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo.

Product Camp 2019 — Leaner, Better, Faster, Stronger.Ingressos a venda no site: www.ProductCamp.com.br

Este é o conceito que estamos trazendo para a Product Camp 2019.

Acreditamos que esse lema — inspirado na música do Daft Punk — diz muito sobre o universo de Product Management.E todo o conteúdo terá como norte esses 4 conceitos.

  • Leaner porque queremos fazer as coisas de maneira mais enxuta. Direto ao ponto, sem desperdícios de tempo, de dinheiro, de over-engineering ou de estudos desnecessários (mas os necessários têm que ser feitos!).

Os conteúdos “leaner” trarão hacks, MVPs e cases de “build to learn”.

  • Better porque um produto de sucesso deve, obrigatoriamente, tornar a vida das pessoas melhor. Você precisa adicionar valor! Em paralelo, todo produto precisa gerar retorno para quem o faz; ou seja, as métricas de negócio também precisam melhorar!

Conteúdos “better” serão cases de muito discovery, entendimento do problema e construção de soluções que, mesmo começando por MVPs, se tornaram cases de sucesso em entrega de valor e ROI para a organização.

  • Faster porque está cada vez mais difícil achar “oceanos azuis”, então você precisa de velocidade para ganhar mercado e conquistar o coração dos usuários.

Conteúdos “faster” serão atalhos de discovery, cost of delay / time to market e pequenos cases de fracasso (“fail fast”) que geraram aprendizado e evitaram problemas maiores.

  • Stronger porque um produto precisa de força para se sustentar no longo prazo. Não estamos correndo os 100m rasos, estamos em uma longa maratona!

Conteúdos “stronger” serão focados em profundidade, estratégia de produto e construção de negócios sólidos no longo prazo.

Em 2019, estamos assumindo a missão de subir a barra da gestão de produtos no Brasil.
Sabemos que nossa audiência é exigente e bastante crítica.
Sabemos que você quer ver novidade nos palcos e stands.
Por isso, subir barra é algo que também depende de você!
É a sua empresa que vamos buscar para patrocinar o evento.
Pode ser você um palestrante, painelista ou mediador selecionado.
E as perguntas que faremos ao final de cada talk poderão partir de você também.
Por isso, queremos convidar você a participar dessa missão.
Vamos fazer Produtos de maneira mais enxuta, melhor, mais rápido e mais robusta!
Product Camp 2019 — Leaner, Better, Faster, Stronger.
Ingressos a venda no site: www.ProductCamp.com.br

*Agradecimentos especiais ao Raphael Farinazzo na criação do conceito.

Confesso ter ficado extremamente feliz com o sucesso que foi a segunda edição do Product Camp! Quando realizei a primeira edição em 2016 era simplesmente porque sentia falta de discutir mais com outros Product Managers. Em 2016 foi possível reunir aproxidamente 180 Gerentes de Produto do Brasil inteiro e já nessa segunda edição de 2017 foi possível reunir 330 presencialmente e 400 através de um live streaming de altíssima qualidade que e a VOCS proporcionou. Também conseguimos subir a barra do evento por causa da ajuda de outros grandes patrocinadores como a Loggi, 99, Funeel e Nubank.

O evento foi 100% gratuito e feito para toda a comunidade de produto. Infelizmente como existe uma limitação física do espaço do evento, tivemos que selecionar os convidados e foi uma tarefa muito difícil escolher convidados de uma lista de 1500 interessados. Mas quem não conseguiu ir podia assistir ao streaming de forma convencional ou em realidade virtual com experiência imersiva em 360º.

O objetivo do Product Camp Brasil é ser um fórum de discussão sobre temas relacionados a produto e por isso o evento abordou diversos temas como roadmap, growth, priorização, A/B tests etc. Tivemos palestrantes de empresas de tecnologia renomadas como Nubank, OLX, QuintoAndar, VivaReal, Loggi e até mesmo de empresas internacionais como a Transferwise. Esse tipo de fórum de discussão também acontece recorrentemente em menor em escala na cidade de São Paulo no SP Product Meetup.

Abaixo um resumão do evento! E quem quiser mandar mais feedbacks é só procurar por mim, Renato Angrisani ou Pedro Axelrud que também fizeram parte da organização.

Onde aconteceu?
Notas para os dias do evento

Participantes votaram 112 vezes em 2 enquetes. O primeiro dia, que foi bem mais lotado, teve 72 votos. Já no segundo dia, com cerca de 220 pessoas no local, 40 pessoas votaram. Também recebemos bastante feedbacks por escrito e eles vão ajudar muito a subir ainda mais a barra do ano que vem!

Streaming

2.320 pessoas se inscreveram para para assistir ao vivo. Nos vídeos ao vivo tivemos +3000 visualizações e pico simultâneos de +400 pessoas.

Como assistirPara assistir ao evento completo basta acessar o nosso canal no Youtube. São dois vídeos separados por dia.

Live VR

O live VR também está disponível para todos que possuam Google Cardboard e Oculus Rift. Para assistir a transmissão ao vivo em realidade virtual acesse esse link para o primeiro e/ou esse link para o segundo dia.

Slides dos palestrantes

Todos os slides estão disponíveis aqui http://bit.ly/slidespcamp

A importância de eventos como esse

No fim das contas, mesmo com palestras que agradem mais que outras — dependendo do gosto de cada pessoa — o que mais vale é fazer com que as pessoas continuem dispostas a trocar conhecimentos mesmo que de maneira “underground” — principalmente se for aquilo que a gente não diz em palestra porque pegaria mal. Para a comunidade evoluir cada vez mais é importante que os PMs se aproximem, se conheçam e mantenham o contato mesmo que por Whatsapp ou Telegram etc.

Não conseguiu ir nessa edição?

Então se inscreva na newsletter acessando o http://productcamp.com.br/ para não perder o próximo. Seja feliz como os participantes abaixo!

Garantir entregas com qualidade em empresas de tecnologia é definitivamente uma das áreas, que as empresas em geral, têm mais dificuldade em fazer direito. Normalmente quando se cria uma área de QA os custos aumentam e a produtividade e velocidade da área de TI inteira cai.

Eu tentei muitas vezes ter um QA nas minhas equipes. Só que isso acabou sempre sendo um desastre. E os motivos eram:

  1. Os desenvolvedores tendem a entregar tarefas que nunca foram testadas para o QA e isso aumenta muito a iteração de feedback entre os dois. Por consequência aumenta o tempo e a complexidade do processo;
  2. A produtividade da equipe diminui;
  3. A cultura da culpa começa a se instalar;
  4. A equipe tende a se tornar menos enxuta ao longo do tempo;
  5. Os desenvolvedores começam a prestar menos atenção ao detalhes;
  6. Remove a responsabilidade de entregar tarefas com qualidade dos desenvolvedores;
  7. Não é escalável;
  8. A agilidade sofre com isso;
  9. Fazer uma gestão da sprint torna-se bastante complexa;
Solução:

Na minha visão o que determina um bom programador não é só a qualidade do código, estrutura e capacidade de encontrar soluções para os problemas. O que é mais importante é a qualidade da entrega. Isso é algo que eu sempre tento trabalhar e é onde a maioria dos desenvolvedores tem dificuldade.

A maioria dos desenvolvedores tendem a olhar para as tarefas com apenas algumas perspectivas. E às vezes eles perdem a perspectiva de que estão fazendo e qual é o objetivo em questão. Um desenvolvedor não deve só se preocupar em escrever código, na verdade, no último caso, eles devem estar focados na entrega e na qualidade dela. Se um bom desenvolvedor entrega com qualidade geralmente o código por trás tem padrões elevados.

A maioria dos desenvolvedores não gostam dessa abordagem, afinal, eles preferem escrever código sem ter que testar as coisas — especialmente aqueles desenvolvedores que se divertem muito em desenvolver software. Eles são os que não querem testar e costumam reclamar sobre a falta de um QA. Isso é um pouco difícil de aplicar em equipes de tecnologia, mas com persistência a equipe vai começar a perceber que é muito em importante testar em cada entrega e isso se torna natural pra todo mundo.

No final das contas, se o processo de QA for adotado pela equipe de desenvolvimento o número de bugs adicionados em cada sprint pode ser reduzido de 60% a 80% depois de algumas sprints. Isso aumenta a disponibilidade da equipe de desenvolvimento em implementar coisas importantes que levam a empresa pra frente.

Artigo originalmente publicado em inglês no Pulse pelo Ricardo Parro.

Dentro da Manufatura Enxuta existem os famosos 7 desperdícios de produção que você deve evitar de qualquer maneira. Já no meio digital, principalmente em Startups, também é necessário evitar alguns desperdícios. Nesse caso são os 6 desperdícios que normalmente são cometidos por inúmeras Startups.

Infelizmente muitas Startups cometem um ou mais desses erros e acabam quebrando. Foi o que aconteceu comigo duas vezes seguidas e só assim aprendi a lição. Seria muito bom ter tido alguém pra me falar tudo isso alguns anos atrás, então aproveite a chance que você tem de aprender esses erros normais.

Erros que toda startup comete e você deve evitar

Superprodução — Você pode criar um produto pronto e só depois disso descobrir que ninguém quer ele. Primeiro desperdício.

Má Qualidade — Sem testar apropriadamente o seu produto, você pode entregar uma versão final cheia de bugs ou com recursos que ninguém realmente vai usar. Isso vai afastar os seus cliente. Segundo desperdício.

Movimento nas operações — Alguns exemplos comuns são a procura por equipamentos, peças, documentos, tecnologia e etc. Não faça nada disso. Não procure a linguagem perfeita, o banco de dados perfeito e nem nada parecido. Apenas crie o seu MVP e entre no ciclo de feedback Criar-Medir-Aprender para não perder tempo.

Espera — Geralmente ocorre quando uma equipe precisa aguardar por alguma pessoa terminar de desenvolver algo ou qualquer coisa semelhante. A espera é considerada um gargalo e um grande desperdício, ou seja, acrescenta tempo desnecessário à todo o processo do negócio. Quarto desperdício.

Processamento — Esse desperdício é crucial para qualquer tipo de negócio. Você precisa evitar processos desnecessários ou incorretos, afinal, eles aumentam os custos independente do seu negócio ser digital ou físico. De modo geral esse tipo de desperdício é apenas percebido no momento da mensuração da produtividade, mas agora você já pode pensar nele de antemão.

Estoque — Se o seu negócio for inteiramente digital, essa regra não se aplica. A não ser que você esteja trabalhando com algo que envolva hardware. Nesse caso, você não precisa fazer um estoque de produtos acabados ou semiacabados maior que o mínimo necessário. Isso gera o sexto desperdício, o que acaba ocupando grandes áreas.

Ao visualizar essas perdas a sua Startup pode reduzir significativamente as chances de não dar certo. Lembrando que cada desperdício varia de Startup pra Startup e você vai encontrar eles em diferentes estágios da sua Startup.
*Originalmente publicado por mim no dia 4 de outubro de 2014..