Todo o ano eu faço meus objetivos pessoais e tento alinhar eles com o que eu quero no longo, médio e curto prazo. Nem sempre eu consigo concluir os objetivos no inicio do ano e dessa vez acabei demorando um pouco mais pra fazer mesmo, mas o importante é ter eles.

Acho digno de nota ressaltar alguns artigos que tenho visto sobre o assunto onde algumas pessoas criticam a criação de objetivos anuais e que isso gera estresse e pressão sob elas. Na minha visão é o seguinte: Se não funciona para você, não force a barra. Para mim funciona excepcionalmente bem e é uma prática que tenho tem feito por mais de 7 anos (desde que li o livro Never Eat Alone) e pretendo continuar fazendo. Além disso, é um processo evolutivo e eu me acabo me tornando melhor na criação dos objetivos, deixando-os super alinhados com a pessoa que quero ser.

Mas, dessa vez, ao invés de fazer um post falando só sobre meus objetivos quero ajudar as pessoas de alguma forma. Então vamos primeiro começar com o que não fazer.

Como não definir objetivos pessoais

Normalmente as pessoas definem objetivos amplos como “Perder 10kg” ou “Ser promovido”, “Gerar renda passiva” ou até mesmo “Aprender a tocar violão”.

Ok, não vou negar, é melhor do que nada. Porém, acredito que possuem formas mais interessantes para criar os objetivos. E agora vou mostrar como me planejei para esse ano e o que vou tentar de novidade.

Lembrando que apesar de fazer isso fazem muitos anos, sempre tento algo diferente para tentar aperfeiçoar esse “sistema” mas nem sempre dá certo.

De maneira padrão eu defino meus objetivos assim:

  1. Defino o “mantra” ou palavra do ano
  2. Divido em categorias com pesos para cada uma
  3. Coloco um objetivo mensurável
  4. Coloco ações mensais para que no final de cada mês eu me planeje para chegar mais perto dos objetivos

AJá faço assim tem alguns anos. Lembrando que tudo isso é atrelado a objetivos maiores de médio e longo prazo que eu já pré-defini.

A novidade: Pequenos hábitos

Porém, desta vez, o que quero tentar como novidade são os hábitos.

Tendo a crer que o objetivo só pelo objetivo muitas vezes torna dificil você realmente criar grandes mudanças – em especial se objetivos exigirem mudanças de hábitos. Então resolvi implementar um sistema básico de tracking de hábitos que me ajude a ter um senso maior de progresso no dia a dia para que eu alcance esses objetivos.

Portanto defini 7 hábitos para iniciar esse teste. Não é escrito em pedra e pretendo adicionar mais e/ou remover alguns conforme eu for experimentando com esse formato. Inicialmente pretendo fazer o seguinte:

  • 🏃‍♂️Exercitar
    • Quero me exercitar quase todos os dias. Seja esporte, academia ou algo mais leve como pular corda e flexões.
  • 🥗 Comer
    • Quero comer de maneira mais saudável e resistir aos ataques de “vontade de comer merda”.
  • 📚Ler livro
    • Tenho a grande mania de ler livros pela metade e largá-los. Tenho uma série de livros não finalizados e creio que parte da culpa é disciplina e a outra parte é porque nas horas de tempo livre eu tô no Twitter ou Instagram navegando pelos feeds sendo um inútil.
  • 😴Dormir
    • Quero dormir pelo menos 6h a grande maioria dos dias esse ano.
  • 📱⛔ Na cama
    • Não quero utilizar celular na cama. Seja na hora de dormir ou quando tiver acordando. Quero acabar com esse hábito. É péssimo e me torna um grande procastinador.
  1. 📱Tempo
    • Quero reduzir meu tempo no celular. Tô experimentando uns aplicativos que fazem um tracking de screen time e devo definir uma quantidade minima de horas em breve.

    🎯 Em resumo

    Em 2021 tô focado em construir hábitos em torno do “mantra” escolhido – neste caso, ter mais disposição.

    E a verdade é que você pode fazer isso também. As etapas seriam:

  1. Foque em um ou dois mantras amplos como foco
  2. Amarre-os bem os objetivos em torno deles.
  3. Pense na criação de pequenos hábitos que possam te ajudar a alcançá-los.

Mas, por favor, não se apresse para conseguir todos os seus objetivos de uma só vez; esse é o trabalho de uma vida inteira! Vou trabalhar para estar mais disposto fisicamente e mentalmente, e o primeiro passo para isso acredito que seja reduzir meu tempo na tela e cuidar da minha saúde.

Esse ano larguei o Google Sheets (que é o local que sempre fiz meus objetivos) e estou experimentando o Notion. Ficou assim:

Objetivos em si

Parte de hábitos

Parte de acesso (hábitos mensais)

Tracking dos hábitos

 1 (verde) é feito e 0(vermelho) é não feito. A ideia é atualizar todo o dia rapidinho.

No que você vai tentar melhorar esse ano?

Pode não parecer, mas sabe aquela história de que reclamar muito torna você rabugento enquanto quem tenta ver o lado positivo das coisas tende a viver melhor? A mesma coisa se aplica aos críticos de plantão.

Eu acredito piamente que criar algo costuma nos dar felicidade enquanto ficar criticando sem ser de maneira construtiva tende a nos deixa tristes. Então quanto mais você se cercar de criadores e pessoas positivas que fazem acontecer ao invés de “criticos especialistas”, mais você será orientado dessa forma também.

Cuidado especial com aqueles “criticos criadores” – aqueles no qual precisam criticar quem está criando somente para tentar alavancar a sua própria criação (estratégia muito usada por políticos, por sinal).

O trabalho mais fácil do mundo é ser crítico via internet. Além disso, eu aposto que você raramente viu pessoas inteligentes criticando e atacando outras pessoas – sabe por quê? Porque eles estão ocupados resolvendo problemas.

Certa vez vi uma frase bacana sobre o assunto. Traduzi livremente pra deixar aqui.

“Qualquer tolo pode criticar, condenar e reclamar, e a maioria dos tolos o faz.”

Não seja um cagalhão desses

Normalmente, em culturas tóxicas, as pessoas tentam provar sua inteligência/capacidade atacando outras pessoas ou o trabalho das mesmas. E eu não vou negar, em algumas situações já cometi esse tipo de erro e hoje me arrependo. Engraçado que só com maturidade e experiência consigo olhar para certas atitudes que tive no passado para saber que hoje agiria de uma maneira completamente diferente.

O pior é que nas empresas em que agi dessa maneira eu nem considerava a cultura tóxica em si, eu que agia como tal – seja por “contaminação” de outras poucas pessoas ou não. Muitas vezes estive num ambiente no qual eu me colocava numa situação “Nós” versus “Eles” e simplesmente esquecia que estávamos na mesma empresa, querendo alcançar os mesmos objetivos e querendo lutar contra os mesmos concorrentes. 

A verdade é que em culturas saudáveis as pessoas usam sua inteligência para fazer os outros crescerem e melhorarem. Conhecimento e experiência não devem ser utilizados como armas para ferrar com alguém. Eles são recursos para que todas cresçam juntos.

Se você discorda ou não gosta do trabalho de uma pessoa ajude essa a trabalhar de maneira diferente. Não seja um cagalhão que bate nos outros.

Sei que estamos praticamente em Março. Mas nunca é tarde, né? 🙂

Eu faço objetivos anuais tem muito tempo – mais de 6 anos na verdade. Mas somente agora, em 2020, eu resolvi compartilhar eles publicamente. Em alguns experimentei um formato no qual fazia atualizações trimestrais com um grupo de amigos mas agora quero ver como vai ser a experiência de tê-los aberto ao público. Por fim, espero que eu estar compartilhando com vocês inspire vocês a fazerem o mesmo (caso ainda não faça). Posso dizer que ter os objetivos anuais bem definidos mudaram minha vida e fizeram com que eu alcançasse coisas que nem imaginaria.

Por que ter objetivos pessoais bem definidos?

Todos nós queremos coisas na vida, seja ter mais dinheiro, perder peso ou realizar viagens diferentes. Mas a vida também quer coisas de nós e para conquistar algo você geralmente precisa fazer por onde. Os objetivos me ajudam a avançar na vida mesmo quando a própria vida fica gritando para que a gente se concentre no agora! Pagar boletos, fazer o imposto de renda, pagar o aluguel, fazer supermercado, levar a louça…
Vou explicar como faço os objetivos para me manter focado durante o ano. Nem sempre eu os alcanço mas o que também importa é o processo de tentar.

O que evitar na hora de criar seus objetivos?

Nesses vários anos de objetivos anuais com acompanhamento mensal eu aprendi algumas coisas e queria deixar elas aqui para vocês. Primeiro, nunca torne um objetivo algo que já vai ser feito ou está no caminho. Vamos supor que você já tem três palestras agendadas para o ano, colocar isso como objetivo não leva a lugar algum. Os seus objetivos devem existir para proteger os sonhos que você tem medo de abandonar.

Os seus objetivos devem existir para proteger os sonhos que você tem medo de abandonar.

Chega de filosofar! Esses são os meus objetivos de 2020:

[imagem]

Como vocês podem ver separo o marco objetivo como se fosse uma categoria para o objetivo anual e tenho um progresso que verifico mensalmente. As ações mensais eu altero no inicio de cada mês que é quando faço o planejamento do que pretendo fazer para tentar alcançar aquele objetivo. 

Também coloquei um peso em cada objetivo para representar claramente a prioridade de cada um deles. Dessa forma eu consigo decidir mais fácil quando tenho um impasse como “Escrever um artigo ou ir para academia?” ou “Ir para balada na sexta, encher a cara versus dormir cedo para ser produtivo no sábado?”

Como vocês podem ver estou um pouco atrás nos objetivos, mas como são coisas anuais imagino que ainda posso correr atrás e recuperar. Vocês também podem observar que eu coloquei alguns objetivos das empresas que tenho e explico o porque: Ter side projects é algo que eu gosto muito e para isso é necessário saber controlar MUITO BEM o meu tempo. Então acho que os objetivos dos side projects precisam fazer parte dos meus objetivos pessoais também – afinal, diferente do meu trabalho oficial, estou usando tempo de lazer para isso (apesar de eu considerar boa parte dos meus sides projects lazer).

Pretendo fazer as atualizações dos objetivos mensalmente aqui. 

Uma mão na roda para quem quer diversificar investimentos

A ideia desse artigo é ser extremamente simples. Nem vou me dar ao trabalho de fazer upload de fotos. A conta é no banco digital N26, um banco “startup” que possui mais de 500 mil clientes. Eles te enviam um cartão internacional da Mastercard (sem custo algum) para usar também. Não vou explicar as vantagens em ter uma conta bancária no exterior e nem explicar o porque fiz isso agora. Isso é tema para outro post. Vou direto ao que interessa:

Para abrir a conta

1 – Cria uma conta no http://Clevvermail.com: É um serviço de caixa postal para você ter um endereço real na Alemanha. Só assim é possível criar a conta no banco. Eu peguei um endereço em Berlim. O custo acho que é aprox 1 euro/mês na conta econômica, mas você ganha 6 meses grátis — que é o suficiente para criar a conta no N26.

2 – Com o endereço do Clevvermail abra o app do N26 e cria a conta com ele. Eles pedem foto de identificação e etc.

3 – Depois eles pedem uma verificação por video chamada. A mulher que me atendeu falava inglês tranquilamente e pedia para eu mostrar meu passaporte em determinadas posições para que ela pudesse validar a autenticidade dele.

Pronto! Conta aberta. A parte mais trabalhosa é o Clevvermail mesmo. Quem quiser convite para o N26 é só me mandar uma mensagem ou comentar o e-mail aqui que eu mando . Dessa forma ganho 10 merkels no final do processo! 🙂

Engraçado como as pessoas tratam o assunto “Inteligência” de maneira diferente. Antes de me mudar para São Paulo eu andava com um grupo de amigos onde sempre me senti o mais incapacitado intelectualmente — e, levando em consideração a perspectiva do grupo pra medir isso, eu era.

Meus amigos passaram entre os primeiros lugares no vestibular de Medicina e Direito. Alguns costumavam ler livros bem hardcore e eu só jogava videogame, ia pra festas, enchia a cara e etc. Matemática? Eu nem sabia direito o assunto. Nem me pergunte qual a fórmula de Bhaskara que eu não sei. Meus amigos sabem decorado todas as fórmulas e sabem até hoje quando aplicar elas. Eu só sei somar, subtrair, multiplicar e dividir. Se os números forem grandes eu ainda preciso usar calculadora!

Eu era considerado o mais burro por causa da métrica que o grupo usava para “medir a inteligência”. Felizmente hoje eu sei que a métrica utilizada por eles é errada. Com o tempo eu comecei a ignorar completamente essa medida e segui minha vida. Durante a faculdade trabalhei com pesquisas cientificas na área de Informática na Educação e publiquei 6 artigos em congressos internacionais, 1 resumo e 1 capitulo de livro que também foi publicado internacionalmente. Fora isso ainda consegui uma bolsa de iniciação científica e tive o meu projeto como finalista do Prêmio Guia do Estudante — Destaques do Ano 2014. Foi quando pensei “pera ai! Talvez eu não seja tão burro assim”.

Nesse mesmo período me graduei e me mudei pra São Paulo. Fui pro mercado de trabalho. Na empresa que trabalhei todos me elogiavam muito. Tanto os que residiam no Brasil quanto os que estavam na Asia ou espalhados pela América Latina. Me achavam esperto, inteligente e etc. E eu, honestamente, não entendia isso. Na verdade, não tava nem acostumado com essa ideia — e até hoje não tô acostumado. É difícil se acostumar com algo depois de ter passado 15 anos da minha vida acreditando no oposto.

Hoje se você olhar meu currículo ele é melhor que todos esses amigos. Mas, novamente, quem foi que disse que currículo é a melhor métrica pra medir inteligência? Não é e jamais vai ser. Acontece que, pra eles, é uma métrica pra medir até hoje. E chega até ser engraçado fazer essa comparação.

Quando reencontrei esses amigos no decorrer desses últimos anos sempre me sentia diferente. E isso era bom. Meu ego era controlado dessa forma. Porque se sentir inteligente toda a hora é tão ruim quanto se sentir burro toda a hora. E até hoje gosto de reencontrá-los. Não só pelo saudosismo, mas porque sempre aprendo coisas diferentes e interessantes.

Intrigado com o assunto resolvi pesquisar e descobri que Howard Gardner fez uma pesquisa em 1983 sobre múltiplas inteligências. Fiquei muito feliz ao ver isso. Finalmente eu havia encontrado indícios científicos de que meus amigos estavam avaliando a inteligência de forma errada.

E, refletindo, entendi que é perfeitamente normal as pessoas medirem inteligência como os meus amigos. Afinal as escolas fazem isso desde cedo, sempre colocando certos tipos de inteligência em um pedestal e ignorando outros tipos. Se você não é bom em matemática ou em alguma língua, você pode ainda ser dotado em outras coisas, mas isso não era chamado de inteligência. Por quê?

9 tipos de inteligência de acordo com Howard Gardner

  • Lógico-matemática

Quantificar coisas, criar hipóteses e testar elas. Essa inteligência nos permite ter um raciocínio sequencial e padrões de pensamento indutivo e dedutivo. Ela é geralmente bem desenvolvida em matemáticos, cientistas e detetives.

  • Linguística

Habilidade de encontrar as palavras certas para se expressar. Essa inteligência é mais evidente em poetas, romancistas, jornalistas e oradores.

  • Musical

Discernindo sons, tonalidades, timbres e ritmos. Compositores, maestros, músicos, vocalista e ouvintes sensíveis possuem um grau superior desse tipo de inteligência. Curiosamente, de acordo com Howard Gardner, muitas vezes existe uma ligação afetiva entre a música e as emoções; e inteligências matemáticas e musicais podem compartilhar processos de pensamento comuns.

  • Espacial

Habilidade de pensar em 3 dimensões. Capacidades básicas incluem fazer imagens mentalmente, raciocínio espacial, manipulação de imagem, habilidades gráficas e artísticas e uma imaginação ativa. Marinheiros, pilotos, escultores, pintores e arquitetos possuem um grau superior desse tipo de inteligência.

  • Corporal cinestésica

Habilidade de coordenar a mente com o seu corpo. Essa inteligência envolve um senso de timing e a perfeição das habilidades através da união entre mente e corpo. Atletas, dançarinos, cirurgiões e artesãos costumam possuir uma inteligência cinestésica corporal superior.

  • Intrapessoal

Entendendo você mesmo, o que você sente, e o que você quer. Mas ela não é apenas para a valorização de você mesmo, mas também da condição humana. É bastante evidente em psicólogos, líderes espirituais, filósofos e qualquer pessoa com alto grau de empatia.

  • Interpessoal

É a habilidade de sentir sentimentos e motivações das pessoas. Mas também trata-se de saber ter uma comunicação verbal e não verbal eficaz junto com a capacidade de entender múltiplas perspectivas. Professores, assistentes sociais, atores e políticos costumam ter uma boa inteligência interpessoal.

  • Naturalista

Compreender as coisas vivas e entender a natureza. Essa capacidade foi claramente muito importante no passado para caçadores e agricultores. Mas ela continua sendo essencial para pessoas que exercem alguns papéis que possuem contato direto com a natureza.

  • Existencial

É a sensibilidade e a capacidade de abordar questões profundas sobre a existência humana, tais como o sentido da vida, por que morremos, e como chegamos aqui.

“O mundo está cheio de gênios que se acham idiotas porque vão mal naquilo os obrigam a ser bons”

O que outros cientistas pensaram que eram apenas soft-skills, como habilidades interpessoais, Gardner percebeu que eram tipos de inteligência. Assim como ser um gênio da matemática lhe dá a capacidade de compreender o mundo, compreender melhor as pessoas lhe dá a capacidade de ver o mundo a partir de uma perspectiva diferente. Não saber matemática vai ser um problema se você quiser usar o teorema de Pitágoras pra calcular alguma coisa, mas é provável que você tenha as habilidades certas para encontrar alguém que possa calcular pra você ou lhe ensinar.

Depois de ver como eu me saí no mercado e trabalho, na área acadêmica e de pegar feedbacks de pessoas que não são tão enviesadas pelo paradigma de medir a inteligência através de lógica matemática. Cheguei na conclusão que não sou tão burro assim. E eu realmente espero que esse texto sirva para pessoas que passaram por situações parecidas e para aqueles que costumam medir de forma errada a inteligência do próximo.
Se mesmo assim você continuar chamando seus amigos de burros porque eles não lembram qual é a fórmula de Pitágoras, talvez seja a hora de você rever seus conceitos e tentar ser menos preconceituoso. Inclusive talvez seja um indicio de que você precise melhorar a sua inteligência existencial.

Importante

Apesar de tudo isso, esse artigo e o estudo feito pelo Gardner não são motivos para que você seja um completo idiota em determinados assuntos. É importante saber escrever bem, falar bem, ter empatia pelos outros, saber calcular… Todas as inteligências acima são importantes. Idealmente você precisaria ser bom em quase todas elas e excelente em uma ou duas. Talvez ruim em uma ou duas.

Essa pesquisa, bem como esse artigo, não é um artificio pra ser usado como desculpa esfarrapada “não sei somar porque meu negócio é música. Não sei ler porque meu negócio é desenhar”. Beethoven era musicalmente um gênio, mas terrível em aritmética. Einstein, que foi, provavelmente, o maior cientista de todos os tempos, não era bom com suas emoções. Mas eles são exceções e não devem ser utilizados como bons exemplos. Você, como ser humano, deve procurar se especializar em algumas habilidades e ter o mínimo de sabedoria nas outras enquanto sempre tenta ser alguém melhor todos os dias.

Referências

Livro: Frames of Mind: The Theory of Multiple IntelligencesPost atualizado pelo Howard Gardner sobre os tipos de inteligências (originalmente eram 7 e ele atualizou pra 9).