E, de repente, o Instagram começa a ficar lotado de funcionalidades

 

  • Newsfeed
  • Stories
  • Reels
  • DMs
  • Chat em grupo
  • IGTV
  • Shopping

Sempre que um concorrente surge com um novo formato que funciona, o Instagram adiciona algo similar (para não dizer copiado) na sua interface. O grande risco é ficar sem graça ou difícil de usar. O Facebook é um exemplo disso, pois possui todas as funcionalidades imagináveis, mas o número de usuários ativos está cada vez menor.

Porém, a última atualização do Instagram claramente tem a ver com mais uma atitude defensiva (dessa vez contra o TikTok. Lembra como fizeram contra o Snapchat?) e com um posicionamento mais forte em relação ao seu novo modelo de negócio (Shopping).

Os Reels agora estão numa zona super acessível de clique, e os links de compras, que já estavam espalhados pelo aplicativo há algum tempo, agora ganham mais destaque, ficando no centro do app:

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Como não havia mais espaço para as notificações e nem para o botão de publicação no feed, eles moveram ambos para o canto superior direito:

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Essa mudança pode parecer pequena, mas deixou algumas pessoas chateadas, já que a Thumbzone ficou mais complicada para as atividades que, até então, eram as principais do Instagram:Image for post

A Thumbzone mostra o quão fácil é interagir em uma tela de celular com apenas uma mão. Quanto maior a tela, mais dificil é de interagir.

Cliques errados até o usuário aprender a usar a nova interface

A equipe de Produto do Instagram com certeza sabia que as pessoas iriam se confundir no começo e, como consequência, iriam acabar interagindo com o Reels e o Shopping. Enquanto a “Curva J” acontecia, isso era uma forma de fazer um marketing para as novas funcionalidades.

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Curva J

 

Obviamente, no início, a taxa de engajamento com o Reels e o Shopping através dos botões na parte central do app devem ter sido desastrosas. E, se duvidar, até mesmo outras funcionalidades devem ter caído em desuso. Afinal, as pessoas estavam aprendendo a usar a rede social com a nova interface.

Depois da curva de aprendizado acontecer (Curva J), é que o jogo do Instagram realmente começa. Estima-se que entre 49% e 75% das interações no celular são feitas com o polegar, sendo assim, a capacidade de alcançar funções essenciais com o polegar se torna bastante importante para qualquer aplicativo — e não é à toa que eles estão destacando o Shopping e o Reels.

Conclusão

Com esse movimento, nota-se que o Instagram está buscando reduzir o número de posts feitos pelas pessoas — em especial as que não são focadas em algum nicho, dado que o botão de publicar algo no feed está despriorizado dentro da Thumbzone.

Tudo indica que o Instagram quer deixar pessoas “não-influencers” focadas em consumir conteúdo, e não necessariamente em criá-los. Isso conecta muito com a estratégia do Shopping, pois tudo indica que o Instagram vai começar a priorizar influenciadores no seu feed e, mais que isso, priorizar influenciadores que de alguma forma influenciem em transações dentro da plataforma.

Diretamente do blog post oficial do Instagram sobre a mudança:

A aba de Shopping oferece uma maneira melhor de se conectar com marcas e criadores e descobrir os produtos que você adora

Vamos ver como as pessoas irão se adaptar durante esses próximos meses e analisar se começar a fazer esse push para criadores/influencers irá abrir uma oportunidade para outra rede social se destacar e começar a atrair pessoas, já que o Instagram se torna mais complexo a cada ano.

PS: Neste outro post sobre Estratégia de Produto eu conto como muitas funcionalidades pode prejudicar o produto como um todo e, no final das contas, machucar o negócio. Recomendo como leitura de follow-up caso você tenha chegado até o final desse artigo.

Originalmente publicado no blog de produto da PM3:  https://www.cursospm3.com.br/blog/analise-a-razao-pelo-qual-o-instagram-mudou-seu-design

 

Estamos cada vez mais focados em profissionalizar a PM3 e, 2021, é um ano crítico para isso. De qualquer maneira, durante 2020 nós já começamos a dar alguns passos nesse sentido comigo e com Bruno atuando full-time e queria compartilhar o que eu aprendi nessa jornada até aqui. Os pontos que vou trazer podem ser aplicados em qualquer negócio, em especial online, e não há necessidade de estar full-time para aplicá-los. A única coisa que vai mudar é a velocidade que você consegue colher o resultado.

1. Fãs fazem a diferença

Muitas pessoas costumam comentar que “estamos bombando” mas tem algo muito maior por trás de simplesmente fazer o marketing clássico (postar nas redes e fazer ads). Não adianta ter um marketing extraordinário se o seu produto não é bom. E produtos que superam expectativas geralmente criam uma legião de fãs. Quando isso acontece você não precisa forçar tanto seu produto se estiver construindo uma comunidade de pessoas que vibram com o seu crescimento. Eles farão a maior parte do seu marketing para você e não tem nada mais poderoso que o marketing boca a boca. 

Mas isso não é algo “puff, simples aconteceu”. Existe uma série de trabalho por trás que envolve tom de voz, branding e muitos testes e otimização dia a dia. É algo que nossa equipe de marketing liderada pelo Bruno tem feito com muita maestria.

2. Criar algo que é uma dor sua acaba sendo uma vantagem competitiva

As chances são maiores de sucesso se a primeira versão do seu produto ou empresa for feito partir de uma dor que você sente. Se você não tiver o problema que se propôs a resolver, haverá uma pequena desconexão entre qual é realmente o problema, quem o está enfrentando e como gerar empatia com as pessoas – é mais fácil você dar os primeiros passos quando não precisa fazer um discovery pesado no começo. A necessidade de fazer uma pesquisa mais pesada começa a aparecer quando você precisa expandir ao criar coisas novas e então, para ser mitigar uma série de riscos, rodar um bom discovery ajuda muito.

3. Ser nichado é chave

O espaço de cursos online está lotado, mas cursos online para produto não. Eu costumava pensar que um nicho limitaria o tamanho total do negócio, mas se capturarmos um % relevante de profissionais que trabalham na área de tecnologia e produto podemos criar um negócio saudável e com boa escala. Looks good to me!Nem todo bom negócio precisa valer bilhões ou virar unicórnio.

4. Não menospreze o design

Embora a usabilidade deva estar em primeiro lugar, um bom design pode ser uma grande vantagem. Abaixo você poderá ver a diferença do nosso design bem no comecinho da empresa versus como as coisas estão agora. Não subestime o poder de boas fontes, cores, layout, imagens para fornecer uma experiência boa e reduzir o atrito sempre que possível.

Não acho nosso design impecável, longe disso, mas a nossa evolução foi evidente. Temos muito o que melhorar nessa frente mas a cada semana que passa estamos melhores.

Key visual do nosso design atualmente
Design da PM3 em 2018

5. Acelere numa velocidade que deixe você confortável

As oportunidades de escala estão em toda parte, seja contratando mais gente, realizando mais investimento em mídia paga ou se dedicando full-time no seu negócio/produto. Porém qualquer uma dessas ou outras opções acrescenta mais coisas na lista de tarefas de quem tá na empresa. Crescer é importante, porém crescer de maneira saudável e de um jeito que mantenha os sócios e funcionários com um bom equilíbrio mental é ainda mais importante! Ninguém precisa ter medo de crescer no ritmo com o qual se sente confortável, tanto que na PM3 demoramos um tempo antes de virar a chave para full-time e não me arrependo nem um pouco disso.

A beleza do mundo do empreendedorismo, em especial se for digital, é que não existe um caminho “único”. Faça o que for melhor para você como empreendedor.

Update:

Fiz um resumo do post em uma imagem. Basta clicar nela abaixo para expandir.

Tem se tornado cada vez mais comum as pessoas me perguntarem porque eu não estou focado full-time em um (ou nos dois) side projects – PM3 e Product Camp. A verdade é que existe uma série de motivos pelo qual eu não estou e não pretendo tocar nenhum deles full-time no curto ou médio prazo. Até falei um pouco sobre isso no recém lançado episódio de podcast do Product Backstage do Alexandre Spengler.

1. Contexto

Comecei a construir produtos como hobby antes da faculdade — na época eu nem chamava de produto… Já tive site de pirataria, blog de memes, blog de opinião, blog de tecnologia, um site chamado “Aplicativo Do Dia”, Podcast e várias outras coisas que nem falo publicamente. Mas nada era muito sério e sempre rolava em paralelo com algumas outras coisas.

1.1 A primeira startup

Em meados de 2014 eu estava no Grana e o negócio só crescia — chegamos a bater +100k usuários únicos com uma retenção acima da média dos apps de finanças pessoais. Era somente eu e mais um sócio e parecia fazer muito sentido pedir demissão do Easy Táxi (onde eu trabalhava na época) para tocar a startup full-time. Afinal, se comigo part-time estava indo bem, imagina full-time, né? Ledo engano… Só piorou tudo.

Se dedicar full-time num projeto não é a receita do sucesso. Eu sei que isso pode parecer muito diferente do que a gente tá acostumado a ler nas histórias famosas. Mas a realidade, meu amigo, é bem diferente. Acho que várias pessoas podem passar ou estão passando pelos mesmos questionamentos — “devo tocar full-time agora ou não?”. Por isso resolvi compartilhar um pouco da minha experiência e como eu enxergo as vantagens de estar sendo um “Empreendedor Híbrido”.

2. Empreendedores híbridos

A indústria criou aquela imagem sexy de um empreendedor trabalhando duro, dedicando 100% do seu tempo em seu novo empreendimento, ficando até as 4 da manhã trabalhando em sua mais recente inovação.

Mas isso é a realidade do empreendedorismo? Se você tem uma ideia de um novo negócio, é realmente melhor sair do seu trabalho estável que dá um salário regular? Ou o ideal é tomar um caminho mais seguro?

De 1994 a 2008, dois pesquisadores acompanharam um grupo de possíveis empreendedores para responder exatamente a essa pergunta: quando você inicia um negócio, você tem mais sucesso se você mantiver o seu emprego fixo ou se você se dedicar full-time ao novo negócio?

(Link da pesquisa: https://sci-hub.tw/10.5465/amj.2012.0522)

Eles analisaram mais de 5.000 pessoas nos EUA que se tornaram empreendedores durante 15 anos. Os participantes do estudo tinham 20, 30, 40 e 50 anos e atuavam em diferentes indústrias. Houve uma resposta bastante clara:

aqueles que mantiveram seus empregos fixos possuem 33% menos probabilidade de falhar no seu novo negócio.

Hoje, ao ver a pesquisa e conectar os pontos das minhas experiências passadas, vejo que faz total sentido — afinal, abandonar seu emprego fixo para abrir uma empresa é como propor uma pessoa em casamento no primeiro encontro.

Abandonar seu emprego fixo para abrir uma empresa é como propor uma pessoa em casamento no primeiro encontro

  • 1905. Albert Einstein trabalhava seis dias por semana em tempo integral em um escritório examinando pedidos de patentes. Ele dedicou todas as horas que sobravam para estudar e fazer experimentos físicos. Um dia, a Teoria da Relatividade foi concebida.
  • 1964. Phil Knight passou cinco anos vendendo calçados esportivos antes de deixar seu emprego em tempo integral na área de contabilidade. A empresa que ele começou? Nike. (Por sinal recomendo demais ler o livro Shoe Dog)
  • 1976. A Apple nasceu em uma garagem, não em um escritório. Steve Jobs e Steve Wozniak, só conseguiam trabalhar no seu “projeto maluco sobre computadores pessoais” depois do expediente padrão dos seus empregos fixos..
  • 1985.O autor de best-sellers, John Grisham, era advogado e acordava todos os dias às 5 da manhã para escrever histórias antes de ir para o seu emprego. Ele fez isso durante três anos, recebeu múltiplas rejeições de editoras, e depois foi finalmente aceito e publicou seu primeiro livro.
  • 1993. Craig Newmark, empregado em uma empresa de investimentos, iniciou uma lista de e-mail no seu tempo livre para que ele e seus amigos pudessem se atualizar sobre diferentes eventos na cidade. A lista cresceu tanto que não havia espaço suficiente nas caixas de entrada das pessoas: era hora de um site. Nasceu o Craigslist.com.
  • 2009. Markus Persson era um programador que gostava de desenvolver games como side project. Ele colocou o Minecraft, ainda inacabado, em um portal de jogos. Markus manteve seu emprego durante um ano antes de se comprometer 100% do tempo com o Minecraft em tempo integral — que posteriormente vendeu para a Microsoft por US$ 2,5 bilhões.

Isso sem mencionar tantas outras empresas de sucesso que surgiram como side projects (Facebook, Product Hunt, Trello, AppSumo etc…).

2. Barbell Strategy — Os aprendizados ao mitigar riscos

Nassim Nicholas Taleb — autor do livro Antifrágil – fala que fazer all-in em alguma coisa — qualquer coisa, seja investimentos ou em projetos — torna você frágil. Com essa premissa ele incentiva os leitores a adotarem o que ele chama de “Barbell Strategy”. Barbell é um tipo de equipamento usado para levantamento de peso, basicamente é uma barra longa com dois pesos em extremidades opostas que criam estabilidade. De acordo com Taleb essa estratégia é uma forma de se proteger em algumas áreas e correr riscos em outras. Ele diz que ela oferece dois grandes benefícios:

  • É mais provável que você corra riscos maiores que podem dar um retorno enorme quando você sabe que o fracasso não vai prejudicar completamente sua vida.
  • Mesmo se você falhar, você ainda estará bem e poderá arriscar novamente quando quiser.

Depois de empreender full-time no Grana e fracassar, decidi que só iria fazer isso novamente — e se fizer — diante de uma situação completamente diferente, na qual eu não precisaria viver comendo miojo e me privar de várias outras coisas.

Porém, mesmo com o objetivo de não empreender tão cedo, é difícil ver algumas oportunidades passarem e não fazer nada. A partir daí surgiu a PM3 e o Product Camp, ambos como side project. Eu amo trabalhar com produto e impactar positivamente a empresa e milhares de pessoas através da tecnologia. Fora o benefício de ser uma profissão que paga muito bem, eu ainda tenho a chance de trabalhar com pessoas que admiro (geralmente, rs). Então por que não usar a barbell strategy e ainda aproveitar das vantagens de um bom emprego fixo?

2.1 Assertividade

Como empreendedor essa estratégia me permite ser mais seletivo no que eu quero atacar em cada side project. E. sinceramente, eu acho que isso me faz um empreendedor melhor. Eu sinto que acabo ficando mais relaxado (mas não tanto) e dou uma arriscada que em outra situação eu talvez não fizesse, porque eu sei que o fracasso é, na verdade, algo que eu posso conviver. Tem vezes que fico com vontade de me dedicar somente aos meus negócios? Com certeza! Mas eu acredito que side projects crescem em pequenas janelas de tempo que dificilmente afetam o seu dia, mas que acabam se acumulando ao longo de semanas e meses.

Por exemplo, a PM3 está cada vez maior (mês após mês) e eu, nem o Dan e Bruno (os outros fundadores da PM3), precisaram deixar o seu emprego para a empresa crescer e lançarmos coisas novas como a Biblioteca. Outro exemplo é o Product Camp, pois mesmo sendo um side project, este ano conseguimos lançar mais um evento e outros 4 workshops, além de escalar o evento para keynotes internacionais. Basta você se organizar, se dedicar e fazer acontecer. Todos nós sacrificamos algumas horas da vida pessoal ao longo da semana para resolver todas as pendências — seja para responder emails ou lançar coisas novas. E dá pra fazer isso, por exemplo, de manhã cedo antes de ir para o ‘trabalho de verdade’.

Side projects crescem em pequenas janelas de tempo que dificilmente afetam o seu dia, mas que acabam se acumulando ao longo de semanas e meses.

Todo mundo tem janelas de tempo livre no seu dia. O ‘macete’ é proteger essas janelas de tempo. Proteja de uma maneira como protege outras coisas que você prioriza. Se for necessário colocar um aviso “não perturbe” na porta do seu quarto para os seus familiares não interromperem você, faça.

Ao mesmo tempo, não coloque muita pressão em relação a prazos. Side project precisa ser divertido e não uma obrigação.

2.2 Side project não precisa de investidores e pode ser livre de pressão

Se você tem uma empresa bootstrapped e rentável como a PM3, você tem a liberdade de experimentar como e na velocidade que quiser — sem investidores pressionando e com a possibilidade de correr os riscos que quiser.

Essa é outra grande vantagem de um side project, você não precisa ser altamente focado em ter ROI e resultados financeiros para agradar o board. Porque quando se trata de side projects, algumas coisas não acontecem como foram planejadas (tanto para o bem quanto para o mal). Então é algo que você pode fazer sem expectativas e ver o que acontece.

Não tenha medo de investir tempo e esforço em algo que realmente mexe com você. Muita gente comenta comigo “nossa, mas você não cansa de fazer tanta coisa assim?” A verdade é que um bom side project não distrai ou cansa você, na verdade ele energiza você.

Isso pode vir com um certo “preço” a ser pago — algumas saídas a menos nas noitadas, menos tempo para “dates” e coisas do tipo. Mas sendo algo que me energiza e me deixa empolgado, qual o mal na verdade? É tudo uma questão de saber balancear. Ser capaz de fazer isso também tem muito a ver com o momento de vida de cada pessoa — conseguir fazer isso bem tendo filhos e sendo casado é muito mais complexo (eu imagino, já que não é meu caso) pois uma família demanda tempo e dedicação bem maior que o um side project.

E se der errado?

Na pior das hipóteses, você sacia sua curiosidade. Numa hipótese melhor, você se torna um profissional melhor e mais preparado para encarar um desafio em empresas antigas ou modernas. Numa hipótese perfeita, você encontra o trabalho da sua vida.
*Originalmente publicado no blog da PM3

A maior causa disso são os novos serviços de streaming — em especial de filmes e séries

A pirataria reduziu bastante nos últimos anos com a popularização de serviços de streaming como o Netflix. O problema é que isso começou a mudar lentamente em 2018 e a tendência é mudar drasticamente nos próximos anos.De acordo com o relatório Global Internet Phenomena de 2011 o compartilhamento de arquivo via Torrent (legal ou ilegal) girava em torno de 52% nos EUA e na Europa 59%. Porém, em 2015, esses números caíram drasticamente, chegando a 26% nos EUA e 21% na Europa.

No Brasil a situação é até um pouco mais agravante porque muitas séries passam apenas nos EUA e não têm boa distribuição internacional, então as pessoas fazem o download já que não possuem acesso ao conteúdo. O Game of Thrones, por exemplo, é tão popular que a menos que seja lançado ao mesmo tempo no mundo todo, as pessoas farão o download no momento em que estiverem disponível em qualquer lugar.

Neste artigo escrevo um panorama geral sobre o mercado para ilustrar como essa nova situação deve aumentar a pirataria novamente.

Netflix e a sua predominância global

No mundo inteiro o Netflix é a referência quando se trata de streaming de filmes e séries. Acontece que ele não é mais o único player no mercado global e no Brasil a concorrência também está ficando acirrada com o Globo Play, a chegada do Amazon Prime Video e outros serviços como HBO Go e o Now da NET/Claro. De acordo com o relatório Global Internet Phenomena, o streaming de vídeo representa 58% de todo o tráfego global, e só o Netflix possui 26% de todos os dados de streaming consumidos — não é à toa que outras marcas estão entrando nesse mercado.

Vamos supor que você queira assistir a série “Stranger Things”, dai você vai para o Netflix. Mas e se você quiser assistir “The Office”? Vai precisar ter uma assinatura do Amazon Prime Video. E que tal “House”? Vai precisar assinar Globo Play. E, como todos sabem, para ver Game Thrones precisa ter HBO Go. Isso sem comentar todas as outras séries exclusivas que cada serviço de streaming produz.

Fun fact: Game of thrones foi durante seis anos seguidos o programa de TV mais pirateado no mundo. Eles chegaram em um pico de downloads simultâneos de até 400 mil pessoas.

Disney+

A coisa fica pior quando paramos para pensar que a Disney vai lançar o seu serviço de Streaming nesse ano (2019) e todo o seu acervo de conteúdo sairá do Netflix — isso inclui os filmes da Marvel, todos os filmes e desenhos da Lucas Film (produtora do Star Wars), filmes da Pixar, acervos da Fox e muito mais.
A Disney inclusive lançou um site já intitulado “Disney+” com os logotipos da Pixar, Star Wars, National Geographic e Marvel. Em 2017 eles anunciaram que tirariam todos os seus filmes da Netflix em 2019 (começando pelos EUA) para lançar o seu próprio serviço de streaming. No ano passado compraram a Fox por US$ 71,3 bilhões, reforçando ainda mais sua biblioteca já que a Fox é detentora de grandes títulos como American Horror Story, Outlander e até mesmo Family Guy. O Disney+ também contará com novas séries e filmes originais, incluindo séries originais do Loki. A briga pela sua assinatura mensal vai ser muito feia e quem perde é a gente.

A meu ver a Disney é a que vai causar um dos maiores estragos no mercado de Streaming. Eles virão com muita força com conteúdo novo e exclusivo fora os vários clássicos (Aladdin, Rei Leão e outros) que vão dar uma base forte.OBS: Os acordos entre Disney e Netflix são feitos para cada país, portanto ainda não se sabe quando os títulos sairão do Netflix Brasil.

OBS: Os acordos entre Disney e Netflix são feitos para cada país, portanto ainda não se sabe quando os títulos sairão do Netflix Brasil.

A Disney é sócia do Hulu (serviço de streaming ainda não disponível no Brasil) junto com a Fox, a AT&T e a Comcast. Mas a aquisição da Fox dará à Disney participação de 60% no Hulu, permitindo que ela tenha maior controle sobre o futuro deles.

No fim do ano passado o CEO da Disney disse o seguinte:

“Achamos que há uma oportunidade de aumentar o investimento no Hulu, especialmente no lado de conteúdo. Com essa aquisição, não conseguimos apenas algumas grandes [propriedades intelectuais], mas também alguns excelentes talentos, particularmente no lado da TV”.

Além disso ele também falou brevemente sobre alguns planos para o Hulu que além de querer aumentar a base de assinantes querem criar mais conteúdo original e entrar em mercados internacionais — então pode ser que boa parte do conteúdo exclusivo da Disney entre para o Hulu também.

AT&T e WarnerMedia

A gigante das telecomunicações AT&T é mais uma grande empresa que irá lançar um serviço de streaming próprio. Através do seu conglomerado WarnerMedia, ela pretende colocar no mercado mais um concorrente para o Netflix até o quarto trimestre de 2019 — por enquanto sem data para chegar no Brasil.

A empresa divulgou que o novo serviço irá contar com o portfólio de séries e filmes da HBO e da Warner Bros — para quem não sabe a AT&T comprou a HBO em 2018. Isso é um indicativo de que o serviço pode ser uma espécie de sucessor do serviço atual da HBO.

O fim do Youtube Premium

Ano passado o YouTube lançou o YouTube Premium (antigo YouTube Red) com conteúdo próprio e exclusivo (um deles foi a continuação do Karate Kid — Cobra Kai — em formato de série. Muito bom, por sinal!). Mas recentemente anunciaram que estão cancelando o plano de assinaturas e irão disponibilizar seu conteúdo premium gratuitamente, com anúncios, para todos os usuários do YouTube. O USA Today publicou um artigo sobre a mudança, intitulado “Nem todo mundo está disposto a pagar por assinaturas. Basta perguntar ao YouTube”. De acordo com o artigo as pessoas estão cansadas de tantas assinaturas e eu concordo plenamente com isso.

O YouTube viu à evolução do mercado de streaming de vídeo e tentou replicar o modelo. Funcionou para o Netflix, funcionou para a Amazon. funcionou para o Hulu, tem funcionado para a Globo… por que não iria funcionar para o Youtube? Simples. Saturação do mercado.

Update: O Youtube voltou atrás e manteve a versão Premium.
No mercado do futebol as coisas não estão tão diferentes

O mais engraçado é que estamos vendo um movimento semelhante no mercado de futebol global e no Brasil isso começou a acontecer de maneira mais aparente nesse ano de 2019 já que finalmente o grupo Globo tem ganhado uma concorrência respeitosa para as transmissões de futebol.

Em 2019 o Esporte Interativo irá fazer pela primeira vez transmissões da Série A do Campeonato Brasileiro. Curiosamente o Facebook vai transmitir os jogos da Libertadores também. Eles compraram os direitos de transmissão do campeonato de 2019 até 2022 e poderão passar um jogo da competição por semana gratuitamente pela plataforma, o que acontecerá às quintas-feiras. Esta não é a primeira vez que a empresa faz este tipo de ação. Atualmente, o Facebook transmite a Liga dos Campeões, após fechar parceria de conteúdo com a Fox. O campeonato europeu é transmitido na rede social no Brasil pelo Esporte Interativo através da página do El no Facebook.

E o streaming de música? A pirataria nesse segmento deve seguir caindo

A indústria de aúdio (música, podcast etc), por outro lado, é dominada pelo Spotify enquanto o Apple Music está crescendo vertiginosamente ano após ano. É super interessante ver que em comparação com a indústria de vídeo a da música se saiu bem mesmo que durante anos tenha sofrido por causa do Kazzaa, Emule e tantos outros. A pirataria exagerada em meados de 2000 até mais ou menos 2012 levou as gravadoras aos braços da Apple, que criou o conceito de vender músicas ao invés de vender o álbum inteiro. O streaming voltou com o conceito de escutar álbums e o preço acessível facilitou isso.

O problema dessa indústria na verdade é outro. Enquanto as gravadores resolveram licenciar tudo para o Spotify, Apple Music e outros, as empresas de streaming não conseguiram uma base de usuários suficiente para atrair fornecedores (artistas e gravadoras) — e esse é exatamente o problema: as margens dessas empresas estão completamente à mercê das gravadoras e, mesmo após uma renegociação das taxas e royalties, elas ainda não conseguem mostrar um crescimento saudável.

Nesse segmento o problema para o consumidor está bem resolvido — se trata mais de um problema da empresa que faz o streaming em si. Outro problema é que nenhum desses serviços são fortes em criação de conteúdo próprio (para isso teriam que se tornar uma gravadora) o que deixa eles ainda mais a mercê das gravadoras e artistas.

ConclusãoAparentemente um dos principais fatores da pirataria é que muitos países não possuem acesso a conteúdos exclusivos e então as pessoas precisam piratear para assistir. Portanto, com o aumento de conteúdo exclusivo já que os serviços de streaming deve se multiplicar nos próximos meses, isso deve alavancar a pirataria no nível global.

Mas não é só isso, o “unbundling” da disponiblidade do conteúdo é um grande agravante também. O pior de tudo é que é curioso como as empresas não aprendem com a história — imaginem se cada gravadora quisesse lançar seu serviço de streaming. É justamente nesse caminho que o mercado de streaming de vídeo está indo (na direção contrária!). É uma pena ver que eles irão, muito provavelmente, repetir o erro das gravadoras que tentaram ao máximo fugir da Apple, Spotify, Deezer, Rdio (RIP) e outros. Se a tendência atual se mantiver, dentro de alguns anos os consumidores serão obrigados a assinar uma quantidade exobirtante de serviços de streaming com o preço de R$ 20 a R$ 35 por mês apenas para obter todo o conteúdo que estão procurando.

Além do custo tem também a experiência do consumidor que será prejudicada. Com tantos serviços disponíveis o seu esforço para encontrar uma determinada série ou filme será muito maior — vai chegar num ponto que você vai esquecer quem é detentora de determinados conteúdos e com isso a experiência vai ficar horrível pois você terá que ficar acessando todos os serviços para descobrir se tem o que você quer assistir. Vejo algumas possibilidades, 1) Baixar o filme pela praticidade (aumentar a pirataria); 2) Assistir pelo Popocorntime ou similares (aumentar pirataria) ou; 3) Alguém desenvolver um serviço que agrega todos os serviços de streaming e diz onde está disponível cada série e filme mas duvido muito que algo de tremenda qualidade apareça sem a colaboração de cada serviço abrindo as suas APIs.

Usando como referência a história recente dos serviços de streaming de música, levará cerca de dois anos para a indústria identificar e admitir que isso de exclusividade está aumentando gradativamente a pirataria. Quando chegar nesse ponto, eles provavelmente queimarão uma grana em “soluções” como tentar barrar todo mundo que compartilha senha ou vão tentar algo estúpido como CODEC (lembram disso?) ou vão tentar, mais uma vez, derrubar a indústria de torrents, para então chegarem na conclusão central: é melhor licenciar o conteúdo para empresas boas e focadas nisso (como o Netflix) — em vez de todo mundo lançar seu próprio produto de streaming.

Toda a vez que leio um livro ou artigo sobre metodologias ágeis para o desenvolvimento software eu sempre concordo que os conceitos são bons e fazem todo sentido. O único problema é que na prática eu precisaria contratar uma equipe genial de Engenheiros de Software pra fazer a teoria funcionar 100%. Os livros são bons como ponto de partida para testar novas abordagens para as metodologias, mas implementar metodologias ágeis com regras rigorosas é justamente o que pode causar resultados ruins — especialmente quando se trabalha com recursos “limitados”.Considerando o futebol como uma figura de linguagem:

Um técnico de futebol profissional jamais usaria as mesmas técnicas para treinar um time da Série A com um clube regional de uma divisão inferior. Eles têm um nível completamente diferente de jogadores, diferentes objetivos e por isso a formação/métodos de trabalho devem ser aplicadas de formas diferentes para alcançar bons resultados.A maioria das Startups fora do Vale do Silício não tem orçamento para contratar uma equipe genial de desenvolvimento. Na verdade essas Startups muitas vezes começam com os desenvolvedores juniores e inexperientes que podem construir um MVP sem se preocupar com a qualidade do código ou processos.

Os verdadeiros problemas costumam aparecer depois do modelo de negócio ser validado e a fase do MVP ter terminado. Geralmente o que acontece é uma aplicação errada de metodologias ágeis que provavelmente não se encaixa na equipe nem no produto implementado. O pior é que mesmo quando os desenvolvedores se queixam dos processos os responsáveis por ele tendem seguir a risca a teoria e muitas vezes pensam que o problema está nas pessoas e não o processo.

Na minha experiência uma boa metodologia ágil deve evoluir ao longo do tempo imitando o processo de desenvolvimento de produto que precisa ser enxuto(lean), simples e limpo para que o processo não seja mais importante do que o trabalho em si. Se eu ouvir minha equipe falando muito sobre a metodologia é um sinal de que o processo não é tão suave e simples como ele deveria ser e provavelmente a equipe não está trabalhando da maneira mais eficiente possível. Em minha opinião uma metodologia ágil precisa ser um processo invisível que sirva como suporte para ajudar a equipe de tecnologia atingir as metas o mais rápido possível e da maneira mais eficaz e eficiente.

New ParagraphConsidere por um segundo que o processo de desenvolvimento é um produto que você precisa medir e analisar os resultados e feedback. Depois de cada “sprint” você precisa olhar para trás e ver o que deu errado para saber o que você precisa melhorar ao longo do tempo. Claro que para fazer isso você precisa testar diferentes abordagens que podem ou não funcionar na primeira iteração.

Aqui estão alguns pontos que você deve levar em consideração quando for estabelecer uma metodologia ágil.

  1. Analise o tipo do projeto
  2. Analise a maturidade e tipo de equipe (distribuído vs local)
  3. Escolha uma metodologia ágil como uma base (Kanban, Scrum, XP, LSD …)
  4. Altere a metodologia e adapte ela para o projeto e equipe
  5. Teste ao longo de aproximadamente duas “sprints”
  6. Analise os dados (velocidade, feedback da equipe e dos stakeholders, qualidade da entrega), e ajuste conforme necessário
  7. Repita 5 ou 6 vezes ao longo do tempo

A metodologia precisa facilitar a agilidade de implementação, a comunicação da equipe e a qualidade da entrega. Às vezes isso é mais complicado em uma startup porque é necessário ter um hábito semanal sobre a metodologia usada enquanto muitas vezes o foco é em implementar o produto e bater metas.

Um grande exemplo de quando a metodologia precisa ser revista é, por exemplo, quando alguns casos de uso de um único produto começam a afetar múltiplos sistemas e equipes de desenvolvedores.Um sinal de que processo está funcionando é quando outras áreas da empresa começam a usar alguns dos conceitos implementados em tecnologia para conseguir melhorar o desempenho. Isto geralmente acontece quando uma startup chega no seu “momentum” e a tecnologia não só conduz o desenvolvimento do produto, mas também inspira outras áreas do negócio.

Uma boa implementação de um processo de desenvolvimento ágil deve envolver todos os membros da equipe (CTOs, gerentes de produto, gerentes de projetos e desenvolvedores) para que todos estejam na mesma página.Este assunto é muito amplo e isso é obviamente uma abordagem muito teórica e genérica para o problema, É apenas meu ponto de vista com base nas experiências adquiridas ao longo dos anos.Vou tentar ir me aprofundar mais neste assunto nos próximos artigos.

Artigo originalmente publicado em inglês no Pulse pelo Ricardo Parro

Não importa o quanto você saiba sobre Startups, você com certeza já ouviu falar sobre MVP — Minimum Viable Product (Produto Mínimo Viável). Se você ainda não ouviu falar, não se preocupe. Você está no lugar certo e esse guia vai lhe ajudar.

Apesar do MVP ser uma técnica muito poderosa para Startups, ele pode ser um fardo quando não é pensado corretamente. Eu mesmo já cometi vários equívocos com MVP por não ter me aprofundado no conceito e somente depois de anos tomando tapa na cara pude entender o termo. Pensando nisso resolvi criar um guia para explicar corretamente o que é um MVP. Espero que isso ajude outras pessoas a não cometerem erros tão comuns.

PS:Qualquer um pode errar na hora de criar um MVP, tanto um empreendedor de sucesso quanto um amador. Então não se sinta mal se você errar uma, duas, três ou dez vezes. Pare de mimimi, abrace seu erro e tente novamente!

Definição: O que é um MVP

O Produto Mínimo Viável é a versão de um produto que permite que a equipe possa coletar — com o mínimo de esforço — o máximo de informações sobre os seus clientes enquanto eles usam um produto ou uma ferramenta. A versão final do produto em si é apenas criada depois do MVP, onde são coletados inúmeros feedbacks dos usuários iniciais. Por causa disso muitas Startups acabam pivotando a ideia inicial sem muitos esforços.

Um produto mínimo viável (MVP) ajuda empreendedores a iniciar o mais rápido possível o processo de aprendizagem. No entanto, ele não é necessariamente o menor produto imaginável, apesar de ser a maneira mais rápida de entrar no ciclo de Criar-Mensurar-Aprender com o mínimo de esforço possível — Livro Startup Enxuta do Eric Ries

Antes de qualquer coisa

MVP, apesar do nome, não significa necessariamente a criação de um “produto mínimo” ou protótipo. Por exemplo, se o seu objetivo é simplesmente diminuir as filas em restaurantes, você realmente não precisa criar um software para tal. Pelo menos não inicialmente.

Imagine que você queria validar a hipótese de um aplicativo para reduzir filas. Para simular esse serviço, você pode ficar na fila para as pessoas e avisar por mensagem de texto quando estiver chegando a vez delas. Isso é basicamente executar a mesma função de um aplicativo só que com muito menos esforço. Na realidade, quanto menos tempo e dinheiro você gastar, melhor!

Em outras palavras, ser criativo e ir para rua simular o papel do seu software é algo crucial. Essa já é uma forma de MVP e assim você pode receber feedbacks e ver se as pessoas estão interessadas no seu produto ou serviço. A grande vantagem é que você não vai precisar gastar horas desenvolvendo um software.

Mas atenção! Se você levar a palavra MVP ao pé da letra, você vai acabar colocando uma sobrecarga extra em todo o seu trabalho. Por isso é muito importante conseguir fazer as primeiras iterações do serviço com o cliente sem um software.Isso garante que você não gaste muita energia em métricas, análises e em desenvolvimento repetitivo de software. Afinal, em muitos casos você vai ter que refazer seu software ao receber feedback dos clientes. Não que a análise de métricas não seja importante. Pelo contrário, mas é que no primeiro momento ela não deve ser uma prioridade.

Elimine todo recurso, processo ou esforço que não contribui diretamente com a aprendizagem que você procura — Livro Startup Enxuta do Eric Ries

Tipos de MVP

Abaixo eu coloquei vários tipos de MVP. Entenda cada um e veja qual é o mais adequado para a sua ideia. Mas fique à vontade para bolar o seu próprio, e se fizer, compartilhe nos comentários!

Vídeo explicativo

Crie um vídeo explicativo sobre a sua Startup e veja a reação das pessoas. Coloque um botão para se inscrever antes mesmo do produto ficar pronto. Dependendo de como for a recepção das pessoas você vai saber que caminho seguir.

Você pode inclusive ir mais longe, ao fazer o vídeo explicativo faça as pessoas apenas se inscreverem e cobre elas! Uma espécie de pré-venda. Se você começar a receber muitas compras você já validou seu produto antes mesmo de construir um, assim fica muito mais fácil saber que caminho seguir baseado nesse feedback.

Caso de sucesso de vídeo explicativo: Dropbox

Por volta de 2009 o Dropbox fez um pequeno vídeo explicando o serviço e porque as pessoas deviam usá-lo. Muitas vezes um vídeo simples de 90 segundos é o suficiente. Nessa campanha com um esforço muito pequeno o Dropbox se deu muito bem. Veja o vídeo abaixo.

Como muitos de vocês já sabem, o Dropbox é uma empresa que continua crescendo e vale bilhões. Mas o que realmente interessa agora é: Como é que eles começaram?

Eles começaram com o vídeo acima, sendo o suficiente para dar aos usuários uma noção do que seria o produto. Serviu para eles coletarem feedbacks de várias pessoas antes mesmo de perder tempo colocando o produto nas mãos das mesmas. O vídeo fez a lista de e-mail deles disparar de 5.000 para 75.000 em um dia. O vídeo foi tão bem recebido pelas pessoas que durante muitos anos a única coisa que tinha na página principal do Dropbox era o vídeo explicando o que era o serviço e uns botões de se cadastrar e fazer login.

Landing Page com poderes especiais de mensuração

Uma landing page é uma página que apresenta um serviço ou produto enquanto geralmente pede para os usuários se cadastrarem ou pagarem antes do produto estar pronto. Mas não pense que apenas criar uma landing page é criar um MVP. Por isso fiz questão de colocar com poderes especiais de mensuração.

A landing page pode servir para validar a sua proposta de valor, a solução do produto, a argumentação de vendas e pode até mesmo validar o seu preço. Se você quer validar de uma boa maneira o seu MVP através de uma landing page basta que você siga os seguintes passos:

Apesar dos negócios com Aplicativo do Dia não terem ido muito bem, nós fizemos um ótimo trabalho na nossa landing page (pra época foi bom. Hoje eu acho que não seria tão eficiente) e deu pra conseguir vários usuários antes mesmo do lançamento.

Os passos

  1. Crie a sua landing page
  2. Crie uma campanha no Google Adwords que leve para a sua landing page. Você pode criar várias mensagens diferentes e ver qual atrai mais usuários para a sua página, dessa forma você pode compreender melhor o seu público alvo.
  3. Configure o Google Analytics na sua página. É muito importante você conseguir mensurar as suas conversões, saber quanto tempo o usuário passou na sua página, onde ele clicou e etc. Ao ver quanto tempo os usuários passam na sua página da pra ter uma noção se ele está ou não consumindo o conteúdo.
  4. Use um fórum, chat, um FAQ ou qualquer coisa parecida para que as pessoas possam ter um canal de comunicação direto com você.

Crie um questionário para os usuários e tente compreender quem são eles.

O Mágico de OZ (Fake it til you make it)

Essa é um tabu! Muita gente tem medo de fazer, mas em muitos casos é a forma mais segura de fazer o seu MVP e validar a sua ideia.

O “Mágico de Oz” é quando você coloca na frente algo que se parece com um produto real, mas na realidade você vai realizar manualmente todas as funções do produto. É também conhecido como “Flinstoning”. O exemplo que dei anteriormente do aplicativo de filas é um tipo de MVP Mágico de Oz. Mas eu gostaria de dar um exemplo ainda melhor.

No livro Startup Enxuta (Lean Startup), Eric Ries fala sobre a maior loja de sapatos online. Vou usar esse mesmo exemplo pra ilustrar um MVP Mágico de Oz.

Nick Swinmurn, fundador da Zappos, não começou o seu negócio estocando grandes quantidades de sapatos e investindo em um backend robusto de e-commerce. Pelo contrário, ele foi nas sapatarias próximas da sua região e pediu a permissão dos proprietários para tirar fotos de sapatos e colocá-los online. Uma vez que as encomendas começassem a ser feitas ela ia na loja e comprava o par de sapato que havia sido encomendado. Bem simples, não é?

Em outras palavras, ele fazia manualmente todas as funções do serviço. Postava os sapatos, checava as encomendas, comprava os sapatos, enviava, recebia os pagamentos… tudo mesmo.

Obviamente isso não era um negócio escalável. Mas esse não era o foco naquele momento. Através desse experimento Nick pôde validar a hipótese “Já existe demanda suficiente para uma experiência de compras on-line para sapatos?” Ao validar a ideia ele fez o investimento necessário.

Curioso por que o nome desse MVP é Mágico de Oz? Veja esse vídeo e entenda.

Ao invés de fornecer um produto, você faz todo o serviço manual. A diferença é que não é qualquer serviço! O serviço deve possuir exatamente os mesmos passos que as pessoas iriam passar para ter o seu produto/serviço.

Novamente usando o livro Startup Enxuta (Lean Startup) como referência, existe um produto chamado “Food on the table” e ele fornece listas de receitas semanais baseadas na base de produtos do seu supermercado favorito.

Agora imagine o que eles precisam pra fazer isso. Precisam ter acesso a vários supermercados, precisam atualizar semanalmente o estoque de cada uma, ver o que mais vende e ainda precisam ter algoritmos que combinam as comidas que você mais gosta de acordo com as promoções e qualidade dos produtos disponíveis no seu supermercado favorito.

Putz, que complexo! E agora? O que você faria?

Claro que os criadores da ideia não implementaram tudo de uma vez. Antes de construir qualquer coisa, os dois fundadores foram em um supermercado na sua cidade local. Eles entrevistaram os compradores até encontrarem alguém interessado no serviço.

O CEO da Startup visitou esse cliente uma vez por semana. E em todas as vezes ele levava uma lista de compras e receitas selecionadas, cuidadosamente escolhidos com base nas preferências do cliente e nas promoções do supermercado. A lista era atualizada de acordo com os desejos e feedback do cliente. Mas acima de tudo, o mais importante era que o CEO iria receber $10 pra fazer esse serviço.

Apesar de ser importante para o negócio, ele jamais iria ficar rico dessa forma. Ir pessoalmente na casa de todas as pessoas não permite que o negócio seja escalável.

Mas a cada semana eles iriam aprendendo mais sobre o que é preciso para tornar seu produto um sucesso. Eles continuaram adicionando mais clientes para suas visitas semanais até chegar num ponto que eles estavam sobrecarregados.

Apenas quando chegaram nesse ponto eles começaram a fazer a implementação do sistema. Em uma semana eles começam a enviar listas e receitas via e-mail. Na semana seguinte eles escreveram uma software para analisar as promoções no supermercado. E, eventualmente, eles começaram receber os pagamentos online.

Moral da história, somente após a validação básica do produto que eles começaram a codificar o sistema para serem escaláveis e eventualmente se transformar em um negócio presente em todo o país.

MVP de Simulação

Esta estratégia é uma mistura entre os MVPs “Mágico de Oz” e “Concierge“. Novamente você vai simular os passos das pessoas que iriam utilizar o seu produto. Mas ao invés de simular as funcionalidades, você simula elas usando ferramentas que já existem.

BJ Fogg, um professor de Stanford, fez um excelente trabalho ao criar um MVP de simulação. Ele havia descoberto uma maneira muito simples de ajudar qualquer pessoa a criar um novo hábito. Para isso era preciso escolher 3 hábitos e continuar com eles por pelo menos uma semana.

É tão simples que o professor levou alguns minutos para criar seu Produto Mínimo Viável.

  1. Registro através do Google Docs
  2. As instruções foram escritas em um documento do Google Docs que eventualmente era editado pelo professor mesmo se alguém estivesse lendo
  3. Um e-mail era enviado manualmente todos os dias para quem se cadastrou.
  4. Você tinha que responder escrevendo “y”, se você realizou o seu hábito e outro “y” se você quisesse continuar no dia seguinte.
  5. Em seguida você recebia uma resposta como incentivo.
Arrecade fundos diretamente dos seus clientes (Crowdfunding)
  • Este é um caso parecido com o “venda antes de construir”. A idéia básica é simples: lançar uma campanha de crowdfunding em plataformas como o Catarse, Kickstarter e IndieGoGo. Não só você vai validar se os clientes querem comprar seu produto, mas você também vai arrecadar o dinheiro.
  • E os benefícios não param por aí. O que você ganha em uma campanha de crowdfunding bem sucedido é uma tribo de early adopters e fãs delirantes. Esses são os tipos de usuários que você quer manter contato constante pois eles são mais propensos a divulgar o seu produto e contribuir para o seu negócio

No início muitas das nossas hipóteses são simplesmente erradas e é importante você descobrir isso o mais rápido possível. Portanto, os primeiros MVPs devem ser feitos o mais rápido possível.

Não desperdice seu dinheiro em um produto que ninguém vai querer usar. Eu já cometi várias vezes esse erro, e acredite, é fácil cair nessa armadilha. Seja criativo e pense bastante em uma maneira de validar o seu produto com o menor esforço possível. Você pode começar fazendo uma das seguintes coisas:

  • Selecione o tipo de MVP que mais combina você. Ou até mesmo uma mistura deles.
  • Crie um plano simples e que seja fácil de executar — lembre-se da palavra mínimo.
  • “Não sei qual tipo de MVP escolher, e agora?”
  • Isso vai depender muito do seu propósito, você quer ver se uma ideia tem apelo para as pessoas? Você quer validar o preço de um negócio para saber se ele é viável?

Você precisa pensar muito bem para ir eliminando todas as suas duvidas e hipóteses erradas enquanto aprende sobre o seu negócio. Dessa maneira você vai reduzir as suas chances de fracassar e após vários experimentos você estará preparado para entrar no mercado sem sem preocupar com a aquisição do seu produto.

*Originalmente publicado por mim no dia 1 de novembro de 2014.

Também conhecido como ciclo de feedback CMA

CMA é uma das partes mais importantes de qualquer Startup. A sigla significa Criar-Medir-Aprender e é através desse ciclo de feedback que você pode diminuir as suas chances de falhar. Obedecendo esse ciclo você vai conhecer melhor os seus clientes e poderá criar o melhor produto possível para eles.

O que é o CMA?

CMA é uma técnica utilizada para gerar feedback e dados a partir de cada interação do cliente. Para utilizar a técnica você não precisa necessariamente criar um MVP (apesar de achar que isso seja o ideal). Mas caso o seu MVP exija muito esforço, não crie. Você não é obrigado a desenvolver nada, lembra?

A vantagem de usar esse feedback é que ele pode ser tanto qualitativo quanto quantitativo. Entenda:

Feedback qualitativo

É um feedback na sua forma mais simples, as pessoas apenas vão lhe dizer se gostam ou não do seu produto/serviço. Mas cuidado, é difícil receber um feedback qualitativo. Primeiramente porque você pode induzir as respostas das pessoas dependendo de como você pergunta. Segundo, porque algumas pessoas podem ser grossas e isso não deve ser motivo pra desmotivá-lo. Então o melhor feedback qualitativo é aquele que vem naturalmente.

Feedback quantitativo

É um feedback um pouco mais interessante, através dele você avalia quantas pessoas usam o seu produto/serviço, quantas usam ele mais de uma vez por dia, quais recursos são os mais utilizados e etc.
Além disso, é através do feedback quantitativo que você vai descobrir se as pessoas realmente acham que o seu produto tem valor. É analisando o uso dos usuários que você vai realmente descobrir isso.

Como usar

Existem várias maneiras de utilizar a técnica. Inclusive, dependendo do caso e do nicho da Startup, é possível utilizar ela de trás pra frente. Mas para exemplificar vou seguir o que normalmente ocorre.

O processo deve ser assim, você tem uma ideia e então cria um MVP, a partir disso você mede o seu produto com uma porção pequena de clientes. Depois coleta esses dados e aprende. Você deve repetir isso até ter informações maduras sobre o seu negócio.

Para que isso realmente serve?

O tipo de informação que o CMA oferece é muito importante para qualquer Startup, afinal, o produto ou serviço em desenvolvimento está em condições de extrema incerteza. Então cada parte do produto deve ser um experimento para que você entenda mais sobre o mercado e os seus clientes.

É através desse ciclo de feedback que você também vai descobrir se deve continuar com a sua hipótese ou não. Após realizar um ou vários ciclos de feedback você vai pivotar (mudar a ideia inicial) ou preservar a sua ideia. Dependendo dos resultados de cada experimento realizado, você vai saber o que fazer.

O que fazer depois de coletar bastante informação com o ciclo de feedback Criar-Medir-Aprender? Pivotar ou Preservar?

O ciclo de Feedback Criar-Medir-Aprender não vai garantir o seu sucesso. Mas com certeza vai minimizar os seus riscos de falhar. Em duas das minhas Startups eu não eu respeitei esse ciclo e adivinhem… as duas quebraram! Eu não tinha ninguém na época para me ajudar ou me oferecer esse tipo de conhecimento, então aproveite esses conselhos e minimize as suas chances de fracassar.

Lembrando que você não precisa desenvolver nada para simular o seu MVP. Você pode pegar algo pronto ou simplesmente simular o que o seu serviço iria fazer. Veja mais sobre isso no Guia do MVP (Produto Mínimo Viável).
*Originalmente publicado por mim no dia 4 de outubro de 2014.

Resumidamente

A definição mais aceita de startup é a de Steve Blank: “uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza, que trata das principais características e desafios deste tipo de negócio. Qual das características abaixo refere-se a um modelo de negócios capaz de vender o mesmo produto para todos os clientes.”

Nesse caso é uma empresa que ainda não decidiu definitivamente seu modelo de negócio ou que ainda não sabe ao certo seu público-alvo. Em outras palavras, é não saber se sequer um aspecto daquela ideia pode funcionar no mundo real. É iniciar algo do zero através de validações e estudos de mercado.

Explicação detalhada:

Muita gente se confunde com os termos de Startup, até mesmo quem tem uma! A palavra tá na boca do povo ultimamente, mas na real ninguém entende a sua definição. Percebi isso recentemente durante o Startup Weekend Belém enquanto contava para amigos e familiares sobre o que era o evento.

Muita gente pensa que uma startup é a famosa ideia de ter duas pessoas na garagem trabalhando em alguma coisa, como foi a história da HP e da Apple com Steve Jobs e Wozniack. Algumas pessoas pensam logo no Mark Zuckerberg e acham que são “coisas” criadas por jovens.Apesar dessas situações terem muita coisa em comum, no qual é um grupo de pessoas trabalhando em situações extremas e repleta de incertezas, elas não definem muito bem uma startup.

Esse tipo de pensamento faz com que as pessoas pensem que toda a vez que alguém está trabalhando em algo com um colega eles estão criando uma startup, tentando o impossível.

Errado.

Startups não são criadas apenas por pessoas na garagem ou no quarto de madrugada. Startups podem ser criadas dentro de repartições públicas, dentro de outras empresas, dentro de ONGs e assim por diante.
As pessoas também acreditam que todo o pequeno negócio é uma Startup, só porque ambos possuem uma alta taxa de mortalidade.

Errado de novo.

Uma Startup é uma instituição de pessoas focadas em desenvolver um produto ou serviço em condições de extrema incerteza Livro Startup Enxuta — Eric Ries

Vamos destrinchar essa afirmação de Eric Ries para definir perfeitamente o que é uma startup.

“Uma Startup é uma instituição”

Na primeira vez que li essa frase fiquei muito confuso, afinal, como seria uma startup uma instituição? Pra mim uma insituição sempre foi sinônimo de burocracia e usar essa palavra parecia algo muito redundante. Acontece que Eric Ries também classificou startups como uma insituição porque elas acabam exercendo as mesmas atividades, como a contratação de funcionários criativos, coordenação de atividades e a criação de uma cultura empresarial.

“pessoas focadas em desenvolver um produto ou serviço”

A parte de desenvolver um produto ou serviço também é bem simples de entender, mas pode gerar confusão já que uma startup não precisa ser necessariamente inovadora. Afinal, mesmo as mais novas invenções são construídas em cima de uma tecnologia anterior.Muitas startups não inovam no produto em si, mas sim em como ele é utilizado, como por exemplo utilizar uma tecnologia já existente para algo totalmente diferente, criar um novo modelo de negócios ou até mesmo adaptar um produto ou serviço em um novo local. Em todos esses casos, a inovação é essencial para o sucesso da startup.

“em condições de extrema incerteza”

Diferente de empresas normais, sejam elas grandes ou pequenas, as startups foram projetadas para enfrentar situações de extrema incerteza. Diferente de abrir um novo negócio que é um clone exato de um negócio já existente, como por exemplo um restaurante. Todo o caminho para encontrar o modelo de negócio, preço, cliente-alvo e produto específico de um restaurante já existe e o seu sucesso depende somente de uma execução decente — tanto que esse sucesso pode ser modelado com alta precisão.

É por isso que pequenas empresas podem contar com um financiamento bancário, afinal, o nível de risco e incerteza pode ser estimado, o que garante que uma pessoa razoavelmente inteligente seja capaz de avaliar essas perspectivas.

Diferente do cenário que mencionei acima, o mundo das startups é um lugar único, onde todos os riscos são desconhecidos. Provavelmente o exemplo mais famoso hoje é o Google: Como é que conseguimos viver sem ele até 1998? Independente disso, na época era simplesmente impossível dizer que ele seria o sucesso que é hoje.

Startups são projetadas para situações que não podem ser pré meditadas, não são claras, e onde o risco não é necessariamente grande — é apenas desconhecido. Por isso Eric Ries criou o conceito de Startup Enxuta (Lean Startup), que é uma metodologia para lidar com incertezas sendo ágil e eficiente. É uma experiência completamente diferente do que um negócio tradicional, mas isso não deprecia empresas tradicionais, afinal, a maioria das startups aspiram a se tornar não-startups um dia.

Se você ainda tem duvidas do que é uma startup, deixe um comentário. Quero manter esse texto constantemente atualizado para o melhor entendimento de todos.

*Originalmente publicado por mim no dia 4 de Outubro de 2014.

Fazer mais com menos é o mantra de qualquer técnica que se baseia no “Pensamento Enxuto”. Já a Manufatura Enxuta envolve esforços intermináveis para eliminar ou reduzir o desperdício de qualquer atividade que consome recursos sem adicionar valor. Essa metodologia pode ser aplicada em diversas áreas, incluindo design, fabricação, distribuição e processos de atendimento ao cliente.

A Manufatura Enxuta foi desenvolvida pelo executivo da Toyota, Taiichi Ohno, durante o período de reconstrução do Japão após a Segunda Guerra Mundial. O termo foi popularizado por James P. Womack e Daniel T. Jones no livro “A Mentalidade Enxuta nas Empresas Lean Thinking: Elimine o Desperdício e Crie Riqueza“.

Foi baseado no conceito de Manufatura Enxuta (Lean Manufacturing) que Eric Ries criou o conceito de Startup Enxuta (Lean Startup). Ele usou várias metodologias utilizadas pela Toyota e juntou com outras (como o Design Thinking) para criar o conceito. Isso prova que mesmo uma metodologia utilizada para produção carros pode ser adaptada para qualquer outra área de negócio.

Pontos-chave da Manufatura Enxuta

Qualidade total imediata — Não ter tolerar defeitos. Se algo der errado, é preciso detectar o problema na sua origem e solucioná-lo na própria origem. Em outras palavras, não fazer gambiarras. Dessa forma você evita que o mesmo erro aconteça mais de uma vez.

Minimizar o desperdício — Eliminar ou reduzir o desperdício de qualquer atividade que consome recursos sem adicionar valor. Esse ponto-chave está diretamente ligado aos 7 desperdícios.

Melhoria contínua — A Melhoria Contínua deve ser um mindset ao longo de toda a organização. É preciso sempre buscar reduzir os custos, melhorar qualidade do produto, aumentar a produtividade e etc. Sem a melhoria contínua seu progresso cessará. Como o nome indica, a Melhoria Contínua promove mudanças constantes e necessárias para a realização de um estado desejado. O processo realmente é contínuo porque sempre há espaço para melhorias.

Produção Just in Time — A base por trás deste princípio é construir o que é necessário, quando for necessário e na quantidade necessária. Por exemplo, esse sistema permite o movimento e produção de peças somente quando necessário. Isso significa que os componentes não são usados quando não é necessário e não se perde tempo construindo um produto que não vai ser vendido.

Existem muitos outros princípios, e você pode ler mais sobre eles através deste livro: Inside the Mind of Toyota: Management Principles for Enduring Growth

O seu negócio não tem relação com manufatura e produção de produtos? Então ele provavelmente é um negócio digital, certo? Mesmo assim a Manufatura Enxuta pode ajudar e por isso recomendo que você leia Os 6 desperdícios que devem ser evitados em negócios digitais (totalmente inspirado nos 7 desperdícios na produção)

*Originalmente publicado por mim em 1 de setembro de 2014.