Este post não é uma recomendação de investimentos.O intuito de postar sobre investimentos no meu blog é fornecer conteúdo gratuito na internet sobre o racional do processo de decisão de um investimento e, eventualmente, poder trocar experiências com a audiência do blog.
As informações apresentadas aqui não têm como fim indicar se as empresas são bons ou maus investimentos, e não devem ser encaradas desta forma.

 

Considerando o cenário caótico que tivemos na bolsa nessas últimas duas semanas (governo fazendo anúncios malucos e aumentos de casos e mortes de COVID-19) eu diria que fevereiro poderia ter sido bem pior para o Ibov. De qualquer forma, no geral, minha carteira se saiu bem – essa é a grande vantagem de estar alocado em diferentes ativos, principalmente um bom percentual no exterior. 

  • Ibov -7%
  • Marcell -0.25%

Aportes do mês de fevereiro

Não anotei e vai dar trabalho ir atrás. Portanto dessa vez vou ficar devendo mesmo 😛

Distribuição da carteira

Dividendos de fevereiro 2021

Seguindo com um bom aumento mensal (+21.80%). Só que, dessa vez, quem puxou bastante isso foram recebimentos de CRI e CRA e alguns pagamentos de dividendos de ações como ELET3. A tendência é que no mês que vem eu tenha uma queda de aprox. 10% nos recebimentos mensais.

Fechamento de fevereiro 2021

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O que você aprendeu com Marty Cagan pode estar mais para uma utopia do que para realidade. Entenda o porquê.

Publicado originalmente no blog da PM3

Ok, ok! Eu sei que isso não é uma opinião popular e, confesso, gosto muito do trabalho do Marty Cagan. Também não pretendo ser o dono da razão e minha intenção aqui é simplesmente compartilhar uma opinião e atiçar a parte crítica de quem consome conteúdo da área de produto. O problema que vejo nos textos e livros do Cagan é que ele não aborda muito a realidade da maioria das empresas — seja no livro Inspired, em alguns artigos no blog do SVPG ou até mesmo no seu novo livro Empowered. Ele aborda assuntos de uma maneira simples, clara e objetiva — e, muitas vezes, chega até ser motivacional. O porém é que, no mundo real, muitas das coisas pregadas por ele não se concretizam exatamente como está escrito e isso gera uma série de problemas na cabeça de vários profissionais.

Você deve estar pensando: “Ah, mas é porque no Brasil a gente é imaturo. Lá fora, em especial no Vale do Silício, as coisas não são assim”. Negativo. Chega dessa síndrome de vira-lata. Eu trabalhei na Intuit, referência em tecnologia e uma das maiores do mundo listada na NASDAQ, e posso dizer que não é muito diferente das grandes empresas de tech no Brasil e América Latina como Nubank, Mercado Livre, Movile e outras. Já fui no Vale do Silício diversas vezes e fiz benchmark em muitas empresas como Mozilla, Google, Evernote e várias outras. Conversei com muitos PMs, GPMs, Heads de diversas empresas… e todos com quem tive contato — sim, todos — estão no mesmo barco que nós brasileiros no quesito de maturidade da gestão de produtos digitais. Inclusive, dependendo da empresa no exterior, algumas têm uma estrutura de produto bem inferior a muita empresa brasileira. Essa é só a minha perspectiva. Se você encontrar um estudo que seja mais confiável para fazer essa comparação, linka nos comentários!

1. A falta de profundidade em alguns pontos

Marty Cagan prega muito o conceito de autonomia em times e pessoas empoderadas. Mas ele não fala como resolver o dilema da autonomia conforme as estruturas das empresas crescem. No livro Inspired, existem 6 cases de PMs em grandes empresas de tecnologia que ele usa como exemplo, mas, sinceramente, falta profundidade.

Ainda no mesmo livro, em dois capítulos diferentes, ele cita os desafios do “Growth Stage” e do “Enterprise Stage” em poucas páginas. Mas somente menciona os seus desafios, não há propostas de soluções e pouquíssimo benchmark. Isso só demonstra que não existe resposta fácil ou fórmula para solucionar esse tipo de desafio — cada empresa vai exigir soluções diferentes e não adianta tentar usar o que algum especialista fala como regra. E nem vou entrar no mérito que o Cagan só traz empresas que possuem muito dinheiro para queimar (ex: Big Techs como o Google).

Trecho dos capítulos 4 e 5 do livro Inspired

É muito fácil ter um time de 5–10 PMs seniores e empoderá-los. Agora quero ver ter uma equipe de +60 PMs, entre eles vários JRs e plenos, e ainda conseguir dar o mesmo nível de empoderamento. Sem mencionar que é comum os líderes das empresas (C-levels, VPs, Heads, etc) darem um direcionamento mais concreto sobre o produto, afinal essas pessoas acabam olhando só para isso, definindo visão, estratégias de curto/médio/longo prazo e que, de certa forma, acabam diminuindo o escopo do PM. Na prática, o PM acaba atuando numa parte menor do produto, já que ele precisa dividir sua responsabilidade com outros 50 PMs.

2. A verdade que ninguém fala

Faria Lima em 2020

Na comunidade da PM3tivemos uma discussão sobre isso puxada pelo nosso aluno Felipe Barbosa, e ele disse uma frase muito bacana: “talvez poucos admitam, porque é muito mais legal a visão do Cagan”. E é isso mesmo! O que o Cagan ensina está mais para uma utopia do que realidade. E é por isso que gostamos tanto, pois acaba ressoando com coisas que concordamos. Pode observar a sua reação ao ler qualquer coisa que o Marty escreve, você vai concordar com tudo. Você lê como se sua cabeça estivesse balançando para frente e para trás dizendo “Sim. É isso ai!”, “Concordo.”, “Caramba. Sempre pensei isso mas não tinha conseguido expor em palavras”.

Algumas definições de utopia:

  • “Situação ou local idealizado, onde tudo acontece de maneira perfeita ou ideal”;
  • “Lugar ou estado ideal, de completa felicidade e harmonia entre os indivíduos”;
  • “Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma superior e perfeita”.

Nada contra o modelo proclamado pelo Marty Cagan — pelo contrário! Eu me inspiro nele (tanto que o livro se chama Inspired rs) e acho que todo profissional deveria também. Apenas não assuma que isso é uma realidade nem aqui, nem nos EUA e nem na Europa. Idealmente na sua empresa você chegou em algum lugar no meio e tá tudo bem.

Não é à toa que o Cagan é referência em produto e que muita gente, inclusive a PM3, usa vários dos seus princípios como base para ensinar e subir a barra do mercado. Mas isso não quer dizer que tudo acontece como está escrito.

3. A realidade

3.1. Quando a liderança define o que deve ser construído não é a mesma coisa que top-down

Isso é uma grande falha de interpretação das pessoas. Muita gente comenta “Na minha empresa é top-down. Meus líderes decidem o que tenho que atacar baseado numa estratégia maior da empresa. Não tenho autonomia”.

Neste ponto aqui o Marty Cagan está coberto de razão e, ao meu ver, o problema está mais na interpretação das pessoas e é o que acaba gerando essa “utopia” no mercado. As pessoas acabam interpretando de um jeito diferente achando que tem autonomia para decidir tudo. Abaixo vamos ao resumo do que é a realidade (e, repito, aqui eu estou concordando com o Cagan pois o problema está na interpretação das pessoas).

Em linhas gerais, as equipes possuem autonomia e liberdade para mudar o rumo da solução e provocar possíveis pivôs. As equipes recebem as grandes apostas em um nível super abstrato e depois precisam se organizar para alcançar o objetivo (depois leia esse textosobre planejamento estratégico anual).

Se a sua empresa for muito grande, acaba sendo bastante comum que os líderes decidam as “grandes apostas” mas isso não quer dizer que é um top-down. Você continua com bastante autonomia para decidir o “como” e testar soluções. E ainda digo mais, quanto mais sênior você é, mais é esperado que você encontre oportunidades/necessidades não-atendidas pela atual estrutura organizacional. Uma coisa é você atacar o seu contexto com toda a capacidade. Outra coisa é mostrar que tem um contexto X com um potencial gigantesco e que a empresa não está atacando.

“The essential point of team objectives is to empower a team by a) giving them a problem to solve rather than a feature to build; and b) ensuring they have the necessary strategic context to understand the why, and to make good decisions.”

Fonte: https://svpg.com/team-objectives-empowerment/

Se a sua empresa é muito pequena, também é super comum as grandes apostas virem dos fundadores e sócios. Porém, com o tempo, espera-se que a equipe comece a perceber oportunidades e sugira grandes apostas. Aliás, eu diria que é assim que você pode se destacar nas empresas. Conseguir o sponsor de alguém com autonomia para “bancar” sua hipótese de grande aposta é ótimo, pois você vai conseguir fazer de ponta a ponta uma iniciativa bem grande.

Todas as vezes que trabalhei em empresas maiores (+50 PMs), a estratégia e as “big bets” eram definidas pela alta gestão. Não importava o framework que você usava, seja ele OKRs ou não. Você como PM tinha uma autonomia somente dentro do escopo da sua big bet. Raros os casos nos quais você conseguia fazer um pitch para conseguir uma equipe para atacar um novo segmento/problema — normalmente isso também vinha da liderança e eles procuravam alguém que tivesse performando bem para liderar isso.

3.2. Algumas pessoas não possuem o perfil ou não querem fazer discovery

A verdade é que alguns funcionários querem sim se envolver no Discovery de ponta a ponta. Porém, você sempre vai ter funcionários que ficarão mais felizes em trabalhar na implementação da solução do que o Discovery. O que o Marty Cagan prega, seja no Inspired ou Empowered, é uma cultura de colaboração onde um grupo de pessoas está engajado em fazerProduct Discovery para mitigar os 4 riscos e, talvez, até mesmo impactar a estratégia do produto de acordo com as descobertas que são feitas. Porém ele simplesmente ignora o perfil de pessoas que além de possuírem mais aptidão em construir, preferem atuar em cima disso do que discutir estratégias e fazer Discovery (esse texto sobre os 3 tipos de PMs aborda o tema muito bem (em inglês)).

É óbvio que qualquer pessoa vai valorizar designers, desenvolvedores e outros colaboradores que falem com os usuários. Mas alguns líderes (eu diria a maioria, inclusive) não possuem grandes expectativas de que esses profissionais descubram ou participem da direção estratégica da empresa/produto baseado no que foi descoberto em processos de pesquisa. A expectativa em cima dessas pessoas é mais direcionada à validação do que está sendo construído e da implementação, pois é nisso que elas são especialistas. Esse tipo de coisa se acentua ainda mais quando são times focados em plataformas internas ou eficiência de custo e performance (algo mais técnico mesmo).

Neste artigo o Cagan até fala que quando não há nenhum engenheiro que queira fazer Discovery, ele procura o CTO/VP de Engenharia para tentar fazê-lo subir a barra do time. Além disso, ele diz que acredita ser um papel do Tech Lead puxar isso e, inclusive, participar do Discovery. Concordo que seria o mundo ideal, mas como já sabemos, nem sempre é assim.

3.3. Times de missionários vs mercenários

Pensando no mundo ideal do Cagan:

  • Missionários acreditam numa visão e são apaixonados pelo problema que eles têm que resolver.
  • Frase inspiradora. Bonita. Até cai uma lágrima quando se lê.

A verdade é que muitos funcionários só estão trabalhando. Poucos (e geralmente são os que se destacam) realmente compram essa ideia e se apaixonam pelo problema. Na minha interpretação, o que Cagan está tentando passar aqui, tanto para PMs como para líderes de pessoas, é que devíamos tentar engajar pessoas em torno de um problema e criar empatia com o usuário — e um bom PM sabe fazer isso com maestria, com sua equipe e stakeholders.

  • Tem autonomia e responsabilidade sobre o problema, sendo responsáveis pelo sucesso e pelo fracasso.
  • Existe muita confusão sobre o que é autonomia. E isso varia de empresa para empresa, bem como da interpretação de cada pessoa. A verdade é que, como tudo na vida, precisa existir um balanço, nem tudo é top-down, nem tudo é democrático. Mas eu já cansei de ver diversas decisões não sendo tomadas porque queriam dar autonomia para os times e eles não chegavam num acordo. Ou, pior ainda, decisões tomadas sem um bom contexto ou direcionamento. Já estive em situações em que eu simplesmente gostaria que o C-level batesse o martelo e falasse no que devíamos focar.

Um time que consegue idear, testar, validar e colocar em produção com pouca ou nenhuma dependência de outros times é um time que tem certa autonomia. Mas nem sempre você vai ter todas essas autonomias. Depende do momento da empresa, do contexto do seu time e de vários fatores externos.

Além disso, os líderes precisam entender o momento de cada um de seus liderados e ajustar o estilo de liderança de acordo. É uma combinação de risco, contexto, estratégia e capacitação dos PMs. Aqueles que precisam sempre ter uma decisão de algum superior é porque, via de regra, estão sob uma liderança ruim, bem como aquele PM que não possui espaço para mostrar oportunidades para a liderança.

  • O time precisa funcionar como uma autêntica startup, com todos os membros colaborando para atingir os melhores resultados.
  • De fato precisa. Mas cansei de ver, tanto em big tech quanto startups menores (seja fora ou no Brasil), times de UX separados do squad, times de research alocados separadamente, áreas com diferentes prioridades (ou até mesmo conflitantes). Quem dera fosse fácil assim, todo mundo funcionando como uma autêntica startup onde os incentivos estão alinhados e todo mundo consegue cooperar e se ajudar.

É muito bacana ter alguém do calibre do Marty Cagan e outras pessoas com poder de influência lutando por uma forma diferente de trabalho. Porém, quando essa mensagem é transmitida, é necessário sempre lembrar que a realidade de MUITOS lugares não é bem assim. Caso contrário muita gente fica achando que essa “visão/utopia” é a realidade. Claro que, como já disse acima, o que o Marty prega é uma ótima visão para ser seguida ao invés de simplesmente aceitar o status quo.

Algumas pessoas vão dizer que quando uma ou todas estas coisas falham é culpa do PM, pois ele é o responsável em dar a direção que o time vai seguir e conseguir o buy-in. Se ele não consegue o buy-in a culpa é dele — e quando a diretoria tem que entrar para resolver, foi porque o PM falhou.

Não concordo com tal afirmação porque o PM não consegue resolver tudo. Simplesmente não dá. Algumas vezes pode ser falta de competência, mas há situações em que simplesmente está fora da alçada. Não dá para considerá-lo um super herói que deveria resolver tudo.

O meu livro favorito é “The Hard Things About Hard Things”, do Ben Horowitz, e gosto muito dele porque ele conta a realidade, fatos reais e aprofunda. Conversando com Raphael Farinazzo, chegamos à conclusão de que é impossível ser mais aprofundado e realista do que “eu tinha ânsia de vômito todos os dias, quase morri e não sabia o que fazer”. Também gosto de livros de liderança que são inspiradores, mas precisamos ser críticos para identificar o que é inspiração e o que é realidade. Muita gente migra para a área de produto achando que vai trabalhar no “Fantástico mundo de Bobby”, onde tudo é lindo, e acaba ganhando um burnout de brinde quando se depara com lugares que possuem uma realidade diferente.

Por fim, espero ter despertado em você um pouco de pensamento crítico com esse texto. Meu objetivo é que comece a refletir mais sobre o que Marty Cagan ou qualquer outra pessoa diga. Às vezes você precisa daquilo somente por um período na sua empresa e, depois que as coisas se ajustarem, você vai precisar focar em outros problemas. A visão do Cagan, apesar de idealista, é boa e transformadora. Acho que o ponto principal é que não dá para aplicar o que ele defende de uma só vez.

Deve ser construído aos poucos, especialmente em empresas grandes e mais tradicionais. Esse é o principal ponto de atenção que observo para as pessoas que querem aplicar tudo ao pé da letra, e se essa é a sua expectativa, se prepare para ficar frustrado. Ser agente de mudança é caro e, muitas vezes, cansativo. Se dispor a enfrentar o status quo e pagar o preço para lidar com as próprias frustrações é o que torna contribuidores individuais em líderes por influência.

Preste atenção em você mesmo, perceba se está entregando mais energia do que tem para gastar. Em alguns lugares, promover a mudança será mais tranquilo. Em outros, impossível. Discuta isso com sua liderança, alinhe expectativas e não se cobre demais.

Nem Roma, nem o ambiente utópico do Cagan podem ser construídos em um dia.

Foque nos princípios que são ensinados, seja pelo Marty, pelo manifesto ágil ou qualquer outro. Os pormenores são o de menos e estão em constante mudança — evite criar “regras que todo mundo deve seguir” para trabalhar bem. Evite cair na falácia do “vamos implementar o modelo Spotify e todos nossos problemas serão resolvidos”. A vida não é simples. E empresas, indivíduos, processos e produtos muito menos.

Obrigado a quem me ajudou a revisar e debater sobre o tema para escrever esse artigo: Gabriel WerlichDiego PobleteRafael JustinoRenato CairoRaphael FarinazzoBruno CoutinhoDan Printes e Efrem Filho.

E, de repente, o Instagram começa a ficar lotado de funcionalidades

 

  • Newsfeed
  • Stories
  • Reels
  • DMs
  • Chat em grupo
  • IGTV
  • Shopping

Sempre que um concorrente surge com um novo formato que funciona, o Instagram adiciona algo similar (para não dizer copiado) na sua interface. O grande risco é ficar sem graça ou difícil de usar. O Facebook é um exemplo disso, pois possui todas as funcionalidades imagináveis, mas o número de usuários ativos está cada vez menor.

Porém, a última atualização do Instagram claramente tem a ver com mais uma atitude defensiva (dessa vez contra o TikTok. Lembra como fizeram contra o Snapchat?) e com um posicionamento mais forte em relação ao seu novo modelo de negócio (Shopping).

Os Reels agora estão numa zona super acessível de clique, e os links de compras, que já estavam espalhados pelo aplicativo há algum tempo, agora ganham mais destaque, ficando no centro do app:

Image for post

Como não havia mais espaço para as notificações e nem para o botão de publicação no feed, eles moveram ambos para o canto superior direito:

Image for post

Essa mudança pode parecer pequena, mas deixou algumas pessoas chateadas, já que a Thumbzone ficou mais complicada para as atividades que, até então, eram as principais do Instagram:Image for post

A Thumbzone mostra o quão fácil é interagir em uma tela de celular com apenas uma mão. Quanto maior a tela, mais dificil é de interagir.

Cliques errados até o usuário aprender a usar a nova interface

A equipe de Produto do Instagram com certeza sabia que as pessoas iriam se confundir no começo e, como consequência, iriam acabar interagindo com o Reels e o Shopping. Enquanto a “Curva J” acontecia, isso era uma forma de fazer um marketing para as novas funcionalidades.

Image for post

Curva J

 

Obviamente, no início, a taxa de engajamento com o Reels e o Shopping através dos botões na parte central do app devem ter sido desastrosas. E, se duvidar, até mesmo outras funcionalidades devem ter caído em desuso. Afinal, as pessoas estavam aprendendo a usar a rede social com a nova interface.

Depois da curva de aprendizado acontecer (Curva J), é que o jogo do Instagram realmente começa. Estima-se que entre 49% e 75% das interações no celular são feitas com o polegar, sendo assim, a capacidade de alcançar funções essenciais com o polegar se torna bastante importante para qualquer aplicativo — e não é à toa que eles estão destacando o Shopping e o Reels.

Conclusão

Com esse movimento, nota-se que o Instagram está buscando reduzir o número de posts feitos pelas pessoas — em especial as que não são focadas em algum nicho, dado que o botão de publicar algo no feed está despriorizado dentro da Thumbzone.

Tudo indica que o Instagram quer deixar pessoas “não-influencers” focadas em consumir conteúdo, e não necessariamente em criá-los. Isso conecta muito com a estratégia do Shopping, pois tudo indica que o Instagram vai começar a priorizar influenciadores no seu feed e, mais que isso, priorizar influenciadores que de alguma forma influenciem em transações dentro da plataforma.

Diretamente do blog post oficial do Instagram sobre a mudança:

A aba de Shopping oferece uma maneira melhor de se conectar com marcas e criadores e descobrir os produtos que você adora

Vamos ver como as pessoas irão se adaptar durante esses próximos meses e analisar se começar a fazer esse push para criadores/influencers irá abrir uma oportunidade para outra rede social se destacar e começar a atrair pessoas, já que o Instagram se torna mais complexo a cada ano.

PS: Neste outro post sobre Estratégia de Produto eu conto como muitas funcionalidades pode prejudicar o produto como um todo e, no final das contas, machucar o negócio. Recomendo como leitura de follow-up caso você tenha chegado até o final desse artigo.

Originalmente publicado no blog de produto da PM3:  https://www.cursospm3.com.br/blog/analise-a-razao-pelo-qual-o-instagram-mudou-seu-design

 

Estamos cada vez mais focados em profissionalizar a PM3 e, 2021, é um ano crítico para isso. De qualquer maneira, durante 2020 nós já começamos a dar alguns passos nesse sentido comigo e com Bruno atuando full-time e queria compartilhar o que eu aprendi nessa jornada até aqui. Os pontos que vou trazer podem ser aplicados em qualquer negócio, em especial online, e não há necessidade de estar full-time para aplicá-los. A única coisa que vai mudar é a velocidade que você consegue colher o resultado.

1. Fãs fazem a diferença

Muitas pessoas costumam comentar que “estamos bombando” mas tem algo muito maior por trás de simplesmente fazer o marketing clássico (postar nas redes e fazer ads). Não adianta ter um marketing extraordinário se o seu produto não é bom. E produtos que superam expectativas geralmente criam uma legião de fãs. Quando isso acontece você não precisa forçar tanto seu produto se estiver construindo uma comunidade de pessoas que vibram com o seu crescimento. Eles farão a maior parte do seu marketing para você e não tem nada mais poderoso que o marketing boca a boca. 

Mas isso não é algo “puff, simples aconteceu”. Existe uma série de trabalho por trás que envolve tom de voz, branding e muitos testes e otimização dia a dia. É algo que nossa equipe de marketing liderada pelo Bruno tem feito com muita maestria.

2. Criar algo que é uma dor sua acaba sendo uma vantagem competitiva

As chances são maiores de sucesso se a primeira versão do seu produto ou empresa for feito partir de uma dor que você sente. Se você não tiver o problema que se propôs a resolver, haverá uma pequena desconexão entre qual é realmente o problema, quem o está enfrentando e como gerar empatia com as pessoas – é mais fácil você dar os primeiros passos quando não precisa fazer um discovery pesado no começo. A necessidade de fazer uma pesquisa mais pesada começa a aparecer quando você precisa expandir ao criar coisas novas e então, para ser mitigar uma série de riscos, rodar um bom discovery ajuda muito.

3. Ser nichado é chave

O espaço de cursos online está lotado, mas cursos online para produto não. Eu costumava pensar que um nicho limitaria o tamanho total do negócio, mas se capturarmos um % relevante de profissionais que trabalham na área de tecnologia e produto podemos criar um negócio saudável e com boa escala. Looks good to me!Nem todo bom negócio precisa valer bilhões ou virar unicórnio.

4. Não menospreze o design

Embora a usabilidade deva estar em primeiro lugar, um bom design pode ser uma grande vantagem. Abaixo você poderá ver a diferença do nosso design bem no comecinho da empresa versus como as coisas estão agora. Não subestime o poder de boas fontes, cores, layout, imagens para fornecer uma experiência boa e reduzir o atrito sempre que possível.

Não acho nosso design impecável, longe disso, mas a nossa evolução foi evidente. Temos muito o que melhorar nessa frente mas a cada semana que passa estamos melhores.

Key visual do nosso design atualmente
Design da PM3 em 2018

5. Acelere numa velocidade que deixe você confortável

As oportunidades de escala estão em toda parte, seja contratando mais gente, realizando mais investimento em mídia paga ou se dedicando full-time no seu negócio/produto. Porém qualquer uma dessas ou outras opções acrescenta mais coisas na lista de tarefas de quem tá na empresa. Crescer é importante, porém crescer de maneira saudável e de um jeito que mantenha os sócios e funcionários com um bom equilíbrio mental é ainda mais importante! Ninguém precisa ter medo de crescer no ritmo com o qual se sente confortável, tanto que na PM3 demoramos um tempo antes de virar a chave para full-time e não me arrependo nem um pouco disso.

A beleza do mundo do empreendedorismo, em especial se for digital, é que não existe um caminho “único”. Faça o que for melhor para você como empreendedor.

Update:

Fiz um resumo do post em uma imagem. Basta clicar nela abaixo para expandir.

 

Todo o ano eu faço meus objetivos pessoais e tento alinhar eles com o que eu quero no longo, médio e curto prazo. Nem sempre eu consigo concluir os objetivos no inicio do ano e dessa vez acabei demorando um pouco mais pra fazer mesmo, mas o importante é ter eles.

Acho digno de nota ressaltar alguns artigos que tenho visto sobre o assunto onde algumas pessoas criticam a criação de objetivos anuais e que isso gera estresse e pressão sob elas. Na minha visão é o seguinte: Se não funciona para você, não force a barra. Para mim funciona excepcionalmente bem e é uma prática que tenho tem feito por mais de 7 anos (desde que li o livro Never Eat Alone) e pretendo continuar fazendo. Além disso, é um processo evolutivo e eu me acabo me tornando melhor na criação dos objetivos, deixando-os super alinhados com a pessoa que quero ser.

Mas, dessa vez, ao invés de fazer um post falando só sobre meus objetivos quero ajudar as pessoas de alguma forma. Então vamos primeiro começar com o que não fazer.

Como não definir objetivos pessoais

Normalmente as pessoas definem objetivos amplos como “Perder 10kg” ou “Ser promovido”, “Gerar renda passiva” ou até mesmo “Aprender a tocar violão”.

Ok, não vou negar, é melhor do que nada. Porém, acredito que possuem formas mais interessantes para criar os objetivos. E agora vou mostrar como me planejei para esse ano e o que vou tentar de novidade.

Lembrando que apesar de fazer isso fazem muitos anos, sempre tento algo diferente para tentar aperfeiçoar esse “sistema” mas nem sempre dá certo.

De maneira padrão eu defino meus objetivos assim:

  1. Defino o “mantra” ou palavra do ano
  2. Divido em categorias com pesos para cada uma
  3. Coloco um objetivo mensurável
  4. Coloco ações mensais para que no final de cada mês eu me planeje para chegar mais perto dos objetivos

AJá faço assim tem alguns anos. Lembrando que tudo isso é atrelado a objetivos maiores de médio e longo prazo que eu já pré-defini.

A novidade: Pequenos hábitos

Porém, desta vez, o que quero tentar como novidade são os hábitos.

Tendo a crer que o objetivo só pelo objetivo muitas vezes torna dificil você realmente criar grandes mudanças – em especial se objetivos exigirem mudanças de hábitos. Então resolvi implementar um sistema básico de tracking de hábitos que me ajude a ter um senso maior de progresso no dia a dia para que eu alcance esses objetivos.

Portanto defini 7 hábitos para iniciar esse teste. Não é escrito em pedra e pretendo adicionar mais e/ou remover alguns conforme eu for experimentando com esse formato. Inicialmente pretendo fazer o seguinte:

  • 🏃‍♂️Exercitar
    • Quero me exercitar quase todos os dias. Seja esporte, academia ou algo mais leve como pular corda e flexões.
  • 🥗 Comer
    • Quero comer de maneira mais saudável e resistir aos ataques de “vontade de comer merda”.
  • 📚Ler livro
    • Tenho a grande mania de ler livros pela metade e largá-los. Tenho uma série de livros não finalizados e creio que parte da culpa é disciplina e a outra parte é porque nas horas de tempo livre eu tô no Twitter ou Instagram navegando pelos feeds sendo um inútil.
  • 😴Dormir
    • Quero dormir pelo menos 6h a grande maioria dos dias esse ano.
  • 📱⛔ Na cama
    • Não quero utilizar celular na cama. Seja na hora de dormir ou quando tiver acordando. Quero acabar com esse hábito. É péssimo e me torna um grande procastinador.
  1. 📱Tempo
    • Quero reduzir meu tempo no celular. Tô experimentando uns aplicativos que fazem um tracking de screen time e devo definir uma quantidade minima de horas em breve.

    🎯 Em resumo

    Em 2021 tô focado em construir hábitos em torno do “mantra” escolhido – neste caso, ter mais disposição.

    E a verdade é que você pode fazer isso também. As etapas seriam:

  1. Foque em um ou dois mantras amplos como foco
  2. Amarre-os bem os objetivos em torno deles.
  3. Pense na criação de pequenos hábitos que possam te ajudar a alcançá-los.

Mas, por favor, não se apresse para conseguir todos os seus objetivos de uma só vez; esse é o trabalho de uma vida inteira! Vou trabalhar para estar mais disposto fisicamente e mentalmente, e o primeiro passo para isso acredito que seja reduzir meu tempo na tela e cuidar da minha saúde.

Esse ano larguei o Google Sheets (que é o local que sempre fiz meus objetivos) e estou experimentando o Notion. Ficou assim:

Objetivos em si

Parte de hábitos

Parte de acesso (hábitos mensais)

Tracking dos hábitos

 1 (verde) é feito e 0(vermelho) é não feito. A ideia é atualizar todo o dia rapidinho.

No que você vai tentar melhorar esse ano?

Este post não é uma recomendação de investimentos.O intuito de postar sobre investimentos no meu blog é fornecer conteúdo gratuito na internet sobre o racional do processo de decisão de um investimento e, eventualmente, poder trocar experiências com a audiência do blog.
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No geral minha carteira foi bem esse mês o problema foi a CVC que teve uma queda, e como tô bem exposto a ela, puxou muito pra baixo. Então fechei o primeiro mês de 2021 com -0.40%. Tudo bem. Praticamente um 0x0 – tem muita água para rolar ainda.

Nesse mês eu foquei em aumentar minha posição em renda fixa dado que o percentual que eu tenho como objetivo estava defasado. Após os aportes renda fixa representa 11.09% da minha carteira, bem próximo dos 10% que é o meu objetivo para esse tipo de ativo.

Aportes de janeiro

Renda fixa

  • Debênture Incentivada CESP 4% + IPCA
    • via Banco Inter
    • Vencimento: 15/08/2030
  • Debênture Incentivada BRK Ambiental – 4.7% + IPCA
    • via Banco Inter
    • Vencimento: 15/09/2034
  • Debênture ENEV32 – IPCA + 3.30%
    • via Easynvest
    • Vencimento: 15/05/2029
  • CDB Banco Máxima – 12.5% a.a
    • via Easynvest
    • Vencimento: 23/11/2030

Previdência Privada

  • Não houve.

Compra de ações

  • Compra ELET3 – Aumentando posição (aproveitei a forte queda que teve esse mês já que tinha entrado no ativo em dezembro mesmo)
  • Compra NEOE3 – Adicionando na carteira

FIIs – Fundos Imobiliários

  • Subscrição de VILG11 – Aumento de posição
  • Sobra de subscrição XPLG11 – Aumento de posição

Investimento em startup

 

Nesse mês eu investi na DragApp, uma startup que transforma o Gmail num CRM poderoso. O aporte foi feito junto com o pessoal do Urca Angels

Distribuição da carteira

Dividendos de janeiro 2021

Tive um bom aumento no month over month (dezembro/janeiro). Um total de +11.06% muito puxado pelos FIIs que venho constantemente aumentando posição e também teve mais dividendos de ações (principalmente da Engie)

Fechamento de janeiro 2021

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Considerando ano de pandemia, volatilidade absurda no mundo inteiro e todo o caos de 2020, posso dizer que 18.70% de rentabilidade foi algo impressionante (nem eu esperava e, confesso, estar surpreso).

  • Ibov fechou 2020 com acumulado de +2,92%
  • S&P500 fechou 2020 com acumulado de +16.26%
  • CDI fechou 2020 com acumulado de +2,75% (quase bateu o ibov)
  • Marcell fechou 2020 com acumulado de +18.70% (fuck yeah)

Aportes de dezembro

Renda fixa

  • CRA – São Salvador Alimentos
  • CDB Banco BMG – IPCA + 4.26%

Previdência Privada

  • Tropico Prev FI Mult – PGBL Regressivo via BTG

Compra de ações

  • Compra ELET3 – Adicionando na carteira
  • Compra GMAT3 – Adicionando na carteira

FIIs – Fundos Imobiliários

  • Compra de IRDM – Aumento de posição
  • Compra de VGIP11 – Adicionado na carteira
  • Compra de GALG11 – Adicionado na carteira
  • Compra de BTLG11 – Adicionado na carteira
  • Subscrição XPLG11 – Aumento de posição

Vendas de dezembro

Ações

  • CVCB3 – Estou muito exposto na CVCB3 e consegui realizar um lucrozinho quando chegou em R$ 22 durante dezembro.

Hoje CVCB3 representa 3.16% do total da minha carteira e 34.11% da carteira de Ações de Valor Brasil

  • TUPY3 – Ação valorizou demais e ficou grande na minha carteira.

Hoje TUPY3 representa 1.01% do total da minha carteira e 14.38% da carteira de Ações de Dividendos Brasil

Dividendos de dezembro

Aumento modesto de dividendos no month over month (novembro/dezembro). Um total de +4.21%

Fechamento do mês e ano

Este post não é uma recomendação de investimentos.O intuito de postar sobre investimentos no meu blog é fornecer conteúdo gratuito na internet sobre o racional do processo de decisão de um investimento e, eventualmente, poder trocar experiências com a audiência do blog.
As informações apresentadas aqui não têm como fim indicar se as empresas são bons ou maus investimentos, e não devem ser encaradas desta forma.

Pode não parecer, mas sabe aquela história de que reclamar muito torna você rabugento enquanto quem tenta ver o lado positivo das coisas tende a viver melhor? A mesma coisa se aplica aos críticos de plantão.

Eu acredito piamente que criar algo costuma nos dar felicidade enquanto ficar criticando sem ser de maneira construtiva tende a nos deixa tristes. Então quanto mais você se cercar de criadores e pessoas positivas que fazem acontecer ao invés de “criticos especialistas”, mais você será orientado dessa forma também.

Cuidado especial com aqueles “criticos criadores” – aqueles no qual precisam criticar quem está criando somente para tentar alavancar a sua própria criação (estratégia muito usada por políticos, por sinal).

O trabalho mais fácil do mundo é ser crítico via internet. Além disso, eu aposto que você raramente viu pessoas inteligentes criticando e atacando outras pessoas – sabe por quê? Porque eles estão ocupados resolvendo problemas.

Certa vez vi uma frase bacana sobre o assunto. Traduzi livremente pra deixar aqui.

“Qualquer tolo pode criticar, condenar e reclamar, e a maioria dos tolos o faz.”

Este post não é uma recomendação de investimentos.O intuito de postar sobre investimentos no meu blog é fornecer conteúdo gratuito na internet sobre o racional do processo de decisão de um investimento e, eventualmente, poder trocar experiências com a audiência do blog.

As informações apresentadas aqui não têm como fim indicar se as empresas são bons ou maus investimentos, e não devem ser encaradas desta forma.


Nada pra mim justifica essa crescente na bolsa.

“Ah, Marcell. É por causa das novidades em relação as vacinas”

Fala sério. Apesar de serem boas notícias ainda estamos bem longe de ter um plano que demonstre como vamos vacinar a população. A vacina da Pfizer precisa de um armazenamento a -70°C e no Brasil poucos lugares (todos privados) conseguem tal feito. Já imaginou como transportar isso? Tem outras vacinas como as do Instituto Butantã etc mas ainda nada confirmado sobre a eficácia e muito menos sobre a distribuição dela. Acho que é muito cedo para a bolsa estar bombando.

Sei que outro fator foi porque o Trump perdeu as eleições americanas e isso fez alguns investidores do exterior voltarem a olhar para o Brasil pensando em diversificação. Mas, ainda assim, não justifica essa subida. O IBOV tá quase na maxima histórica sendo que o pais tá todo em crise e com instabilidade politica. Na minha visão é hora de vender – apesar de ter feito alguns aportes no inicio do mês antes desse pico.

Aportes de novembro:

Nesse mês fiz somente dois aportes que já me deram uma excelente renda por terem sido feitos logo no comecinho do mês e antes desse rally todo. Ambos os ativos foram uma nova adição na carteira.

  • CCRO3 (CCR) – já tá me rendendo +10.21%
  • Racional da compra: A CCR tá com um valuation atrativo que acaba sendo um dos menores múltiplos históricos, um EV/EBITDA para 2021 de 6,7 vezes e um lucro projetado de 17,3 vezes. Além de estar bem em “promoção” é uma empresa que paga bons dividendos. Foi uma bela adição na carteira.
  • IGTA3 (Shoppings Iguatemi) – Já tá me rendendo +8.89%
  • Racional da compra: Desde o inicio da pandemia todas as empresas que tinham seu negócio focado em algo presencial como shoppings ou fundos imobiliários acabaram sendo bem prejudicadas (e com razão). Porém já faz algum tempo que os shoppings estão retomando suas atividades – mesmo que em horários reduzidos. Por exemplo, a taxa de ocupação do IGTA3 bateu 91,6% e o Lucro Líquido foi de R$ 61,6 milhões (29,2% abaixo do apresentado no mesmo trimestre do ano passado, mas me parece um ótimo resultado para tempos de pandemia). Pensando no longo prazo, a ação tá super descontada e já começou a dar bons sinais de retomada (demonstrando quão bem gerida é). Para quem investe pensando no longo prazo não vejo sentido todo esse pessimismo em torno de shoppings.

E, assim como mês passado, reforcei um pouco mais meu colchão de liquidez no  Tropico SF2 Cash FIM, fundo do Fernando Luiz.

Encerrei as seguintes posições:

  • BRAP4 – Apesar de ser uma empresa que paga bons dividendos eu já vinha me desfazendo dessa posição pouco a pouco. Depois desse último rally resolvi vender tudo. Teve uma subida de quase 100% desde que comprei.
  • UNIP6 – Mesmo que acima.
  • BPAC11 – Mesma coisa que acima exceto pela parte de dividendos.

Tive um aumento de 29.97% em dividendos em relação ao mês passado pois algumas ações pagaram bons dividendos esse mês.

Você pode ver meu portfólio completo aqui

Resultado do mês de novembro:

  • Rentabilidade do mês: 6.36%
  • No acumulado de 2020 estou com +14.67%

Por categoria de ativos, esse mês foi da seguinte forma:

  •  Renda Fixa: 0.76%
  •  Fundos multimercado: 5.87%
  •  Ações e FII: 11.17%
  •  Exterior: 5.70%
  •  Investimento privado: -9.77% (impostos e oscilação do câmbio do recebimento grande que tive mês passado. Se quiser ver mais clique é só ver a minha atualização de outubro)
  •  Criptomoedas: 5.99%

Com isso tudo, minha carteira encerrou o mês distribuida assim:

Próximos aportes já definidos:

1 – Subscrição do FII IRDM

2 – CRA – São Salvador Alimentos via XP

3 – Previdência PGBL (a decidir qual)

4 – Algum aporte em liquidez rápida para fazer caixa

Abaixo a tabela geral com minha rentabilidade desde 2016 comparada ao IBOV e CDI.

Você pode ver meu portfólio completo de ativos clicando acessando a página “Portfólio do Marcell

Não seja um cagalhão desses

Normalmente, em culturas tóxicas, as pessoas tentam provar sua inteligência/capacidade atacando outras pessoas ou o trabalho das mesmas. E eu não vou negar, em algumas situações já cometi esse tipo de erro e hoje me arrependo. Engraçado que só com maturidade e experiência consigo olhar para certas atitudes que tive no passado para saber que hoje agiria de uma maneira completamente diferente.

O pior é que nas empresas em que agi dessa maneira eu nem considerava a cultura tóxica em si, eu que agia como tal – seja por “contaminação” de outras poucas pessoas ou não. Muitas vezes estive num ambiente no qual eu me colocava numa situação “Nós” versus “Eles” e simplesmente esquecia que estávamos na mesma empresa, querendo alcançar os mesmos objetivos e querendo lutar contra os mesmos concorrentes. 

A verdade é que em culturas saudáveis as pessoas usam sua inteligência para fazer os outros crescerem e melhorarem. Conhecimento e experiência não devem ser utilizados como armas para ferrar com alguém. Eles são recursos para que todas cresçam juntos.

Se você discorda ou não gosta do trabalho de uma pessoa ajude essa a trabalhar de maneira diferente. Não seja um cagalhão que bate nos outros.